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Por Sara Gomes

Abrir o próprio negócio exige disciplina e foco, mas jovens das mais diversas idades mostram, na prática, que é possível

Catiane Leandro, atualmente com 26 anos, era apenas uma criança quando começou a prestar um pouco mais de atenção nas fotos da família, que sempre buscava registrar os momentos felizes, guardando-os para além da memória. Olhando os álbuns, ela se interessou pela fotografia e quis saber como funcionava a câmera fotográfica.

Com o passar do tempo, o amor pela fotografia foi ficando ainda mais intenso. “Peguei o finalzinho da passagem do analógico para o digital. Cheguei a fazer algumas fotos em filme que foram reveladas, mas o processo era muito demorado e caro. Continuei me interessando por fotografia e fazendo fotos com o celular e, aos 15 anos, ganhei a minha primeira câmera digital. Eu saí fotografando sem limites. Levava para todo lugar e fui aprimorando as técnicas mesmo sem ser algo profissional”, recorda.

Esse aprimoramento das técnicas permitiu que Catiane definisse o curso que iria fazer na faculdade: Jornalismo. Porém, antes mesmo de iniciar o curso – concluído em 2016 –, a jovem já recebia convites para fotografar eventos e, aos poucos, deixou que o amor pela fotografia se tornasse a sua principal fonte de renda.

“Sempre conciliei o trabalho na área de comunicação com a fotografia, o que me ajudou muito a ter mais conhecimento e renda para aplicar na minha empresa. Por alguns anos trabalhei apenas com eventos e ensaios externos e há dois anos tenho estúdio fixo, onde atendo meus clientes e faço ensaios de diversos segmentos, com foco na fotografia de família”, conta.

Passos para a realização de um sonho

Ter o próprio negócio é, sem dúvida, uma tarefa para pessoas corajosas, como Catherine Alves Queiroz, que, aos 19 anos, é proprietária de uma loja virtual especializada em roupas personalizadas. “A Malvêz nasceu da minha vontade de expressar minha criatividade e meu interesse pela moda. No entanto, não queria abrir algo que já existisse. Minha loja tem peças próprias, desenhadas por mim e confeccionadas por profissionais locais, respeitando sempre o meio ambiente por meio da proposta slow fashion. O foco está na produção de qualidade e personalizada, e não na produção em massa”, afirma.

Arquivo Pessoal

Catiane e Catherine: duas jovens que moram em cidades diferentes (Salvador e Belo Horizonte, respectivamente), mas que possuem muitas coisas em comum quando o assunto é empreender. No mesmo caminho que elas está Anna Luísa Beserra, CEO da Safe Drinking Water (SDW), startup socioambiental reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) que tem como objetivo desenvolver tecnologias hídricas sustentáveis.

“Desde criança, eu sempre tive o sonho de ser cientista e, quando completei 15 anos, vi uma oportunidade para participar do prêmio Jovem Cientista, do CNPq. Isso foi em 2013, Ano Internacional pela Cooperação da Água. Naquele mesmo período, eu estava estudando sobre como a escassez hídrica é um grande problema na região do semiárido e resolvi propor uma solução para este problema e participar do prêmio. Pesquisando, achei essa metodologia que utiliza a luz do sol para tratar a água e desenvolvi o Aqualuz, mas não ganhei o prêmio”, recorda Anna.

Dois anos mais tarde, em 2015, Anna Luísa ingressou no curso de Biotecnologia e, com o incentivo de professores e alguns colegas, decidiu transformar o Aqualuz, que era um projeto científico, em uma startup. “Foi aí que nasceu a SDW. Apesar de não ter ganhado o prêmio, eu já estava completamente apaixonada, já queria que o Aqualuz fizesse o que ele estava se propondo e resolvesse esse problema de acesso à água nessas regiões; e aí eu só fui tocando à frente e o negócio agora já está mais avançado, é viável e está transformando vidas”, afirma.

Autodisciplina e foco são atitudes importantes ao abrir um negócio

Além da coragem que essas jovens tiveram, empreender exige dedicação, esforço, responsabilidade e muita organização. “Quando comecei a estudar sobre a possibilidade de ter o meu próprio negócio, descobri uma frase muito poderosa: ‘Você pode trabalhar para realizar seus sonhos ou você pode ser contratada(o) para realizar os sonhos de outra pessoa’. E eu escolhi realizar os meus sonhos. E já adianto: não é fácil, mas é fantástico!”, conta Isane Oliveira, que, aos 25 anos, trabalha como maquiadora profissional.

“Hoje, ajudo milhares de mulheres a realizarem os seus sonhos através da maquiagem e dos cursos ofertados, sempre auxiliando minhas alunas a terem também o seu próprio negócio”, afirma.

Embora trabalhar em algo próprio seja, para muitas pessoas, mais rentável e ofereça uma melhor flexibilização no que diz respeito aos horários e às metas, quem decide empreender enfrenta muitos desafios. “Ser sua própria chefe requer muita disciplina, é necessário muito foco para não se deixar levar por desejos pessoais de fazer outras coisas não relacionadas ao trabalho ou tirar folgas indevidas”, explica Catiane.

Assim como para Catiane, Isane também acredita que a disciplina é um dos maiores desafios de quem quer caminhar com as próprias pernas. “Os desafios são inúmeros, mas o maior deles é a autodisciplina. Você precisa se automotivar. Ter objetivos claros e definidos é o segredo. Com objetivos claros, você deixa de assistir a uma novela para ler um livro, ver vídeos do seu nicho e realizar cursos que busquem o seu crescimento”, finaliza Isane.

Sara Gomes é jornalista e possui especialização em Jornalismo e Convergência Midiática. Gosta de estar com a família, com os amigos e na Igreja. A leitura e a escrita fazem parte do seu dia a dia e a ajudam a refletir sobre as mais diversas maneiras de enxergar o mundo.

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