Queremos ver Jesus

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5º Domingo da Quaresma

Evangelho: Jo 12,20-33

Por Sebastiana Schissel

Queridos amigos e amigas que professam a fé no Deus de Jesus de Nazaré. Que ouvem a Palavra e buscam colocá-la em prática no cotidiano da vida familiar. Que o Espírito Santo lhes conceda a cada dia a graça e a paz necessárias para a vivência da sua missão.

Estamos quase chegando ao término deste tempo litúrgico. Hoje refletiremos sobre o Evangelho de João, capítulo 12, versículos 20 a 33. Jesus está novamente em Jerusalém, para celebrar a Páscoa. Nessa passagem vamos perceber o quanto Jesus é um ser que une, agrega as pessoas.

A narrativa inicia-se dizendo que os gregos queriam ver Jesus. Quem eram esses gregos? Lembramos que estava próxima a festa da Páscoa; esses gregos eram judeus que não moravam em Jerusalém, os chamados judeus da diáspora. Vieram, como tantos outros, para as festividades.

Os discípulos que medeiam o encontro de Jesus com os gregos são Filipe e André. Não são escolhidos aleatoriamente, mas porque têm nomes gregos. A língua, a cultura e a mentalidade aproximam os visitantes desses discípulos, que cumprem prontamente sua missão.

A chegada desses visitantes e o interesse deles por Jesus o levou a perceber que era chegada sua hora, ou seja, sua missão estava chegando ao fim, porque a responsabilidade de evangelizar os gregos não era dele, mas sim dos seus discípulos.

Fim da missão quer dizer fim da vida. Isso fica claro nas imagens usadas por Jesus em seu discurso, da semente que morre para gerar vida, não apenas para este mundo, mas para a vida eterna. A dor e a angústia que ele sente são grandes, mas o amor do Pai é maior. E insiste no convite para aqueles que o seguem: permaneçam na luz!

O papel missionário dos discípulos

Perguntemo-nos como a atitude desses dois discípulos pode iluminar a nossa vida? Como podemos nos deixar afetar por essas palavras e atitudes? Como levar até Jesus as pessoas que amamos e as que nos procuram?

Estamos com Jesus, caminhamos com ele, cremos nele, mas como fica o caráter missionário do nosso batismo?

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Na família esse papel missionário é cumprido, em primeiro lugar, com as pessoas que nos são confiadas. Nossos filhos são os primeiros a quem vamos apresentar Jesus. Com uma linguagem própria, respeitando o processo de cada idade, acentuando em cada etapa aquilo que a pessoa tem condições de assimilar. Lembrando sempre que o amor do Pai para com suas criaturas é infinito.

Também não podemos negligenciar o nosso papel na realidade do mundo em que estamos inseridos. E aproveitar todos os momentos para fazer a opção pelo bem e pela verdade. Uma vez seguidores de Jesus, nada do nosso cotidiano pode acontecer sem ser por ele iluminado.

Credes na luz para vos tornar filhos da luz

Deixemos que a palavra que estamos refletindo permeie o nosso coração e a nossa mente. Que ela nos conforte e nos ajude a querer ser cada dia melhor. Cada dia mais comprometidos com a vida e a fé que professamos.

Lembremos que o grão que se nega a ser lançado na terra vai passar sua existência sem cumprir o seu propósito. Sejamos semente de esperança, de alegria, de gosto pelas coisas de Deus, lançadas neste mundo com generosidade.

Queridos amigos e amigas, caminhemos enquanto temos luz, discernimento para acolher os ensinamentos e as palavras de Jesus e fazer por ele a opção. Ele mesmo nos afirmou que nunca nos deixará órfãos.

Atraia-nos, Jesus, para sua luz e sua glória!

Sebastiana Schissel é irmã paulina. Atualmente faz parte da equipe do Serviço de Animação Bíblica (SAB), em Belo Horizonte (MG). Apaixonada pela Palavra de Deus e feliz por essa Palavra ser o movente de sua vida e missão.

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