Jesus: presença que traz vida plena

Artigos Recentes

5º Domingo do Tempo Comum

Evangelho: Marcos 1,29-39

Por Padre Guilherme Schmidt

Amadas famílias! Unidos na mesma fé e esperança, que o Senhor Deus habite nossos corações e lares pela meditação e partilha de Sua Palavra!

No decorrer do tempo comum refletimos a vida pública de Jesus Cristo, a quem amamos e seguimos. Este é também um tempo de renovar as esperanças através das realidades simples e cotidianas, percebendo nas circunstâncias comuns do dia a dia a ação extraordinária de Deus. 

A liturgia deste e dos próximos domingos nos coloca diante de situações muito frequentes na vida de todos nós, como, por exemplo, a doença. 

O evangelho de hoje nos remete à cena em que Jesus, acompanhado de alguns dos apóstolos, dirige-se para a casa de Simão para visitar sua sogra que está enferma. Tendo sua saúde restituída, a mulher se coloca em atitude de serviço e muitos outros doentes são trazidos a Jesus, que os cura e devolve a vida plena. Por fim, Cristo segue seu caminho para levar a boa nova da salvação a outros lugares.

Hospitais vivos de amor

Certamente nenhum de nós gosta de pensar na possibilidade de precisar se hospedar em um hospital. Nossa casa sempre será o lugar mais confortável para qualquer tipo de recuperação da saúde, ao menos no sentido de se ter mais privacidade e poder estar mais à vontade. 

O fato é que em todas as famílias há momentos em que alguma doença coabita conosco, nos desestruturando com sentimentos diversos, como o medo, a incerteza, a vulnerabilidade e a sensação de impotência. Não gostamos de ficar doentes e de ver alguém que amamos tocado pela enfermidade.

Pixabay.com

No evangelho deste domingo notamos algumas atitudes significativas de Jesus em relação a quem está enfermo: ele se aproxima, segura a mão da pessoa, ajuda-a a se levantar e se coloca em oração. Quando a doença invade a nossa vida e nos pega desprevenidos, somos tentados a pensar que fazer algo está fora do nosso alcance. 

Jesus nos mostra de forma simples que sempre podemos fazer algo. Ser próximos, através de uma visita, de um carinho, de uma mensagem. Ser presença, segurando a mão uns dos outros, dando força e motivação. Ajudando aos outros a se levantar de seus desânimos e tristezas e encarar os problemas de frente com esperança.

Acima de tudo, podemos oferecer este grande gesto de amor que é a oração pelos enfermos, pedindo que Deus haja naquilo que foge às nossas capacidades. O importante é fazer com que nossas casas sejam hospitais vivos de amor, a exemplo de Jesus, que cuida e se importa com o sofrimento do outro com gestos simples que fazem a diferença.

Curados e enviados para servir

Além das doenças físicas que debilitam a integridade do nosso corpo, nos abalando psicológica e emocionalmente, é preciso considerar as inúmeras situações na vida de nossas famílias que nos impõem uma condição de doença coletiva.

É possível afirmar que a sociedade humana, em todas as culturas e níveis sociais, está cada vez mais enferma. A correria no trabalho, o pouco tempo de laser e para estar com a família, as injustiças sociais, a violência sem limites, a falta de amor e empatia, o egoísmo, a ambição e a indiferença crescentes, são apenas alguns exemplos de fatos que desencadeiam uma sociedade doente, sem sentido, depressiva, sem encanto pela vida. 

Uma vez que em família e em comunidade fazemos a experiência do encontro com Jesus, que vai curando nossas feridas existenciais conforme nos acercamos da Sua Palavra, dos sacramentos, da vida comunitária, somos enviados a servir curando outros corações através do nosso testemunho de fé. 

Como famílias cristãs, imersas em um mundo doente, sobretudo pela falta de amor, que gera toda espécie de mal, possamos assumir com coragem e alegria a missão de curar as pessoas e situações que estão diante de nós clamando por uma luz e um sentido. Lembremos de agir como Jesus, sendo próximos, segurando as mãos uns dos outros, reerguendo as pessoas na fé e nos fortalecendo mutuamente na oração! Sempre podemos fazer algo por alguém que precisa de nós! 

Deus abençoe as nossas famílias!

Padre Guilherme Schmidt é pároco da Paróquia São Patrício, em Itaqui (RS). Graduado em Filosofia e Teologia, pós-graduado em Bioética e Pastoral da Saúde e em Mediação e Acompanhamento Pastoral de Famílias. Gosta de chimarrão, de ler e de escrever como forma de estar em paz e de expressar seus sentimentos.

Deixe seu comentário

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Ação desabilitada