A importância do idoso na sociedade

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É fundamental reconhecer as potencialidades dos idosos e favorecer sua inclusão social

Por Stephanie Innela Simãozinho

“Recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros” (Papa Francisco).

Sabemos que a velhice é sinônimo de sabedoria e respeito. O fenômeno natural de envelhecer é inerente a todos os seres humanos e tem ganhado a atenção especial da sociedade contemporânea.

Com o passar dos anos ocorreu um aumento da população de idosos em todo o mundo. O aumento da longevidade se deu por diversos fatores, dentre eles podemos citar: a melhoria da tecnologia médica, o acesso a bens e serviços, melhoria da condição socioeconômica e controle epidemiológico.

Este dado nos faz refletir cada vez mais acerca dessa população: qual o papel do idoso na sociedade? Eles estão satisfeitos com seus direitos conquistados? Será que eles estão vivendo esses anos a mais com qualidade de vida?

Uma nova perspectiva de envelhecer

Segundo a Organização Mundial da Saúde, há três pilares em que se apoia o envelhecimento ativo: saúde, segurança e participação. O envelhecimento ativo não supõe apenas a proteção da pessoa idosa, como também seu empoderamento e o respeito por seu percurso de vida, sua autonomia, independência, participação, autorrealização e dignidade. O idoso é visto como protagonista da sua trajetória e continuará sendo na velhice.

A importância do idoso na sociedade

A família é o nosso primeiro núcleo de socialização, e assim, ao longo da nossa vida, deve permanecer como um dos principais pilares de apoio e refúgio. O idoso dentro da família deve ser tratado com respeito e atenção pela vasta experiência acumulada em seus anos de vida. Segundo o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. O olhar dos familiares mais jovens com relação aos idosos tende a mostrar orgulho aos sacrifícios realizados por eles em benefício da família, como a iniciação ao trabalho precoce com pouca instrução para o sustento e a manutenção dos seus filhos e sucessores.

Desafios e direitos da pessoa idosa

Cada vez mais se torna necessário pensar em estratégias para atender de maneira digna e satisfatória a população envelhecida. Um dos grandes desafios atuais é proporcionar a convivência familiar e comunitária ao idoso, direito garantido conforme a Constituição Federal de 1988 e o Estatuto do Idoso.

Muitas vezes aposentado e longe da família, o idoso se isola da rotina cotidiana que costumava ter quando era profissionalmente ativo, agravando a incidência de quadros depressivos, de problemas cardíacos, de mobilidade, de demências e da saúde em geral. É comprovado cientificamente que manter-se ativo no âmbito físico e social traz benefícios para a saúde e provoca aumento da longevidade.

Idoso
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Nessa perspectiva, têm sido criados espaços de convivência que proporcionem a integração da comunidade, do idoso e da família. Esses espaços podem ser públicos e/ou privados, como o Centro de Referência do Idoso (CRI), o Núcleo de Convivência do Idoso (NCI) e/ou o Centro Dia do Idoso (CDI), visando promover o resgate das emoções positivas, das habilidades cognitivas e físicas, da convivência social, através de atividades socioculturais, esportivas, musicais e socioeducativas.

Idoso
Pexels/Askar Abayev

Nesses espaços os idosos podem passar a manhã, a tarde ou o dia inteiro, participando de atividades de seu interesse com outros idosos, com objetivo de fomentar os pilares do Envelhecimento Ativo, proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), visando ao estímulo da independência e da autonomia das pessoas idosas.

Finalmente, vale ressaltar que os idosos são pessoas sábias e experientes; portanto, à medida que convivemos continuamente com eles, adquirimos mais experiência de vida, contribuindo para o bem-estar mútuo dos envolvidos. Também é preciso reconhecer as potencialidades dos idosos e favorecer sua inclusão social, promovendo o sentido da sua existência na sociedade.

Que esses anos adquiridos sejam vividos cheios de alegria, autonomia, acesso a direitos e dignidade; afinal, um dia todos nós esperamos chegar lá.

Stephanie Innela Simãozinho é assistente social formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pós-graduada em gestão de projetos sociais e colaboradora das Paulinas.

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