Educação inclusiva: os desafios de fazer a inclusão acontecer!

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Por Ana Paula Patente

Quando falamos de uma escola inclusiva, estamos nos referindo àquela que garante a todos, com ou sem deficiência, o direito inegociável de acesso à educação. É aquela que entende os estudantes como pessoas que a desafiam e a tiram da zona de conforto, mas sabe também que cada uma de suas particularidades são premissas para todos aprenderem e ensinarem. 

A escolarização de estudantes com deficiência tem desafiado espaços educativos a buscar novas metodologias de ensino, pois o aprendizado é necessário em todas as instâncias da nossa vida. No entanto, ainda nos deparamos com estudantes fora dos ambientes educativos e outros tantos experimentando sucessivos fracassos escolares.  

E entre estes estão os estudantes público-alvo da educação especial, que são os com deficiência, Transtorno do Espectro do Autismo, Transtornos Globais do Desenvolvimento e Altas Habilidades/Superdotação, e que, em função de suas singularidades, requerem um atendimento educacional especializado que atenda às suas necessidades educativas de forma individualizada. 

 Por onde começar? 

O ponto de partida para uma efetiva inclusão, escolar ou social, é reconhecermos o potencial, as habilidades e a capacidade de aprendizado que cada um de nós, seres humanos, temos. Isso tem a ver com a singularidade, a identidade que nos foi dada desde a nossa concepção.

É exatamente por isso que não é suficiente dizer que o ato de matrícula é sinônimo de inclusão escolar, pois, para a inclusão acontecer, é necessário que o estudante permaneça na escola e tenha um percurso escolar de qualidade. 

Como fazer a inclusão escolar acontecer? 

Educação inclusiva
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Levar estudantes com deficiência a alcançar o máximo desenvolvimento possível, garantindo-lhes, em igualdade de condições, o acesso ao currículo escolar, só é possível por meio de um instrumento de planejamento que lhes assegure acompanhamento integral. 

Esse instrumento é chamado de PDI – Plano de Desenvolvimento Individual, ou de PEI – Plano de Ensino Individual. Trata-se de um documento-chave à promoção da efetiva inclusão escolar, que deve ser elaborado desde o início da vida escolar para garantir que as adaptações curriculares sejam providenciadas. 

Costumo dizer que elaborar o PDI é fazer a inclusão acontecer, já que sua ausência causa sérios prejuízos ao aprendizado e contribui para o fracasso escolar.  Portanto, educadores, não deixem de elaborá-lo; famílias, não deixem de acompanhar sua construção; e, equipes multiprofissionais, não deixem de dar sua contribuição. Assim vamos juntos fazer a inclusão acontecer! 

Ana Paula Patente é pedagoga pela Universidade Federal de Minas Gerais e Especialista em Educação Especial na Perspectiva Inclusiva pela PUC Minas. É professora e consultora em educação inclusiva em escolas públicas e privadas. É criadora da Comunidade Educadores Inclusivos e autora do livro Guia definitivo para elaborar o PDI e idealizadora do Inclusão na Prática.

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