Você sabe ao que seu filho assiste?

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É essencial acompanhar o que as crianças estão fazendo na internet; conheça as ferramentas de controle parental e faça uma curadoria de conteúdos

Por Juliana Borga

Não é de hoje que a relação entre televisão e internet vem se estreitando. Canais de TV disponibilizam conteúdos via streaming e influenciadores das redes sociais ganham espaço em programas de televisão. As plataformas digitais estão cada vez mais presentes na vida das famílias, mas nem sempre é fácil encontrar o conteúdo apropriado para cada perfil, principalmente para as crianças. Aliás, você sabe ao que seu filho anda assistindo?

É dever dos pais observar de perto o que os filhos estão fazendo na internet. Será que aquele conteúdo é adequado? Aquele programa está ensinando algo bom? O acompanhamento visa proteger os pequenos e evitar que se envolvam em atividades que prejudicam seu comportamento, como a exploração comercial infantil. Vale lembrar que a prática de publicidade infantil é proibida em qualquer meio, inclusive na TV a cabo e na internet. “Publicidade infantil é a comunicação mercadológica direcionada diretamente às crianças, com o intuito de convencê-las ao consumo de produtos, marcas e serviços. Além de ilegal, essa prática também é antiética e injusta, pois se aproveita da hipervulnerabilidade das crianças para convencê-las de que, somente consumindo certos produtos, elas podem ser felizes ou aceitas”, explica Maíra Bosi, coordenadora de comunicação do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana.

Ferramentas de controle

Ao navegar na internet, crianças e adolescentes ficam expostos a conteúdos ilegais e impróprios para a faixa etária deles. Por isso, da mesma forma que os pais orientam sobre as relações do dia a dia, também devem alertá-los sobre os perigos da vida digital. As crianças não estão preparadas para discernir o que é bom do que é prejudicial no conteúdo que querem consumir. Por isso, é sempre importante manter o diálogo aberto e considerar se o que está sendo visto é adequado à idade da criança, se tem potencial educativo e se é coerente com os valores da família.

Por todos esses motivos, a classificação indicativa não deve ser ignorada. Trata-se de uma informação sobre a faixa etária para a qual obras audiovisuais não são recomendadas, baseada em critérios de nível de maturidade, tendo como propósito principal ser ferramenta de auxílio aos pais na escolha do conteúdo midiático a que seus filhos devem ter acesso.

Além dela, os pais contam com outras ferramentas que visam proteger a navegação dos pequenos, como o controle parental. Por meio dele, é possível limitar o acesso a determinados conteúdos; basta aplicar, por exemplo, os filtros de idade para que sites e conteúdos explícitos ou inapropriados sejam bloqueados. Também é possível restringir o uso de aplicativos e determinar as horas de utilização do dispositivo.

Já as ferramentas de monitoramento alertam os pais sobre as atividades on-line das crianças, sem, necessariamente, bloquear o acesso, e podem ser usadas sem o conhecimento da criançaAlguns desses programas gravam o histórico dos sites visitados. Outros enviam alertas em tempo real caso a criança navegue por sites inapropriados.

Curadoria de conteúdos

As ferramentas de controle parental são grandes aliadas. Mesmo assim, é essencial fazer uma curadoria de conteúdos de acordo com o perfil da criança e seus temas de interesse (confira sugestões no quadro abaixo). “Outro ponto importante é desconfiar de aplicativos e sites gratuitos, pois estes costumam ter presença de publicidade infantil, coleta e tratamento de dados para fins comerciais e compras dentro do app. A maioria desses serviços on-line são desenvolvidos visando prender a atenção do usuário, de maneira que ele passe mais tempo usando o dispositivo e fornecendo dados pessoais sobre suas preferências, que, em seguida, serão usados para oferecer novos conteúdos, publicidades e serviços de acordo com seu perfil. O objetivo é manter o usuário conectado, gerando lucro para empresas e plataformas. E tudo isso deixa a experiência infantil on-line mais insegura”, destaca Maíra Bosi.

Controle parental
Pexels/Jessica Lynn Lewis

As produções educativas devem ser valorizadas, pois as crianças têm direito a conteúdos de entretenimento de qualidade e a usufruir da internet de forma a ampliar suas potências, em segurança. Entre os vários prejuízos para o desenvolvimento infantil, está a criação de valores consumistas, que levam a criança a acreditar que “ter” vale mais do que “ser”. “A publicidade direcionada a crianças está ligada ao afastamento da criança com a natureza, ao aumento de sedentarismo e da obesidade infantil e à diminuição do livre brincar. Já no âmbito familiar, observa-se o aumento de estresse familiar e superendividamento de famílias”, finaliza a coordenadora do Instituto Alana.

Para assistir com as crianças

 Conteúdos no YouTube:

 Bellinha, a Ovelhinha
 https://www.youtube.com/c/BellinhaaOvelhinha
 Palavra Cantada Oficial:
 https://www.youtube.com/user/palavracantadatube/featured
 Hélio Ziskind:
 https://www.youtube.com/channel/UChvLhN9ujAWNx9Xsf4vi_vA
 Fafá conta histórias:
 https://www.youtube.com/channel/UC9fxSdFjcz5QWDEhYCk_k1w/videos
 Manual do Mundo:
 https://www.youtube.com/channel/UCKHhA5hN2UohhFDfNXB_cvQSéries

 Eu e o Universo, na Netflix
 Valentis, na Globoplay
 Esquadrão Bizarro, na Netflix

 Filmes

 A casa monstro, na Netflix
 Divertidamente, na Globoplay 
 

Juliana Borga é jornalista, três vezes vencedora do Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa. É mãe coruja da Helena e adora escrever sobre temas que colaboram para um mundo mais humano e solidário. Instagram: @juborgajornalista

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