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Vírus e bactérias não tiram férias! - Revista Familia Cristã

Vírus e bactérias não tiram férias!

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A preocupação com os hábitos de higiene e a rotina de limpeza da casa devem ser priorizadas, antes, durante e depois da pandemia

Por Juliana Borga

Gabriela Rossa Drewes

Já reparou no número de vezes que você lava as mãos todos os dias? Antes da pandemia era assim ou você intensificou este hábito em função da presença do vírus? Pois é… a pandemia evidenciou ainda mais a importância dos hábitos de higiene. Pequenos gestos como lavar as mãos, higienizar alimentos e calçados minimizam a contaminação de doenças.

Para comemorar o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) e incentivar a divulgação dos hábitos de higiene indispensáveis para manter germes, bactérias e microrganismos causadores de doenças longe da sua casa, conversamos com o biomédico e especialista em Saúde Pública Roberto Figueiredo, mais conhecido como Doutor Bactéria. Confira as dicas e coloque em prática estes hábitos que evitam doenças e protegem a sua família.

Ao entrar em casa

Já é comum nas casas o uso de capacho na porta de entrada, mas o Doutor Bactéria alerta para que ele seja de vinil. “Assim facilita a limpeza que deve acontecer semanalmente. Só a presença do capacho retém 85% da contaminação que vem da rua. Mas, em virtude da pandemia, indico que se prepare uma solução com três colheres de sopa de água sanitária por litro de água e despeje no capacho para esfregar o pé. Do lado, coloque um pano de chão para enxugar a sola do sapato antes de entrar em casa”, explica. 

O hábito dos orientais de deixar o sapato do lado de fora da casa deve ser imitado por nós brasileiros. Mesmo depois de limpar o solado, não é aconselhado entrar com ele em casa. Se tiver espaço, deixe-os do lado de fora ou retire-os dos pés após a higienização e guarde em um local arejado e de pouca circulação de pessoas, como a área de serviço.

Lisia Fotos – Pexels

Água e sabão

A primeira atitude que você deve ter ao entrar em casa é lavar as mãos. Mas não serve aquela “lavadinha psicológica”, que só molha a ponta dos dedos. Você deve massagear as mãos, lavar entre os dedos, palma, dorso, unhas e pulsos. “A lavagem das mãos com água e sabão por 25 segundos elimina cerca de 91% da contaminação via mão. Já o álcool gel diminui 85%”, completa Doutor Bactéria.

Ao enxugar as mãos, dê preferência para a toalha de papel. Em ambientes públicos, fuja daqueles secadores de ar quente e evite tocar nas maçanetas das portas. Pegue um papel para abrir a porta do banheiro ao sair e, em seguida, jogue-o no lixo.

Cuidado para não exagerar! Quem lava as mãos mais de 25 vezes por dia só colabora para o aumento das bactérias, pois esta atitude diminui a resistência da pele. “O ideal é lavar de 8 a 25 vezes por dia. Dentro de casa com água e sabão, fora de casa use álcool gel, massageando as mãos por cerca de 20 segundos. Para não errar é só cantar mentalmente o ‘parabéns pra você’ duas vezes”, acrescenta o biomédico, explicando que não precisa chegar à parte do “é pique, é pique”.

Sem férias!

A preocupação com os hábitos de higiene e a rotina de limpeza da casa devem ser priorizadas, antes, durante e depois da pandemia. Estamos há mais de um ano falando em coronavírus e nos esquecemos de que os outros vírus e bactérias continuam circulando por aí, e eles são causadores de doenças como gripe, resfriado, conjuntivite, herpes, entre outras.

Para mantê-los longe de casa, tenha sempre à mão a chamada “solução mágica do Doutor Bactéria”. Ela serve para limpar as compras do mercado. “Prepare uma solução de um litro de água, uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de detergente. Misture e coloque em um pulverizador. Jogue sobre o saco de arroz, feijão, nos enlatados e vidrarias. Passe um pano e já pode guardar no armário”, explica.

Quanto às hortaliças, a orientação é trocá-las de saquinho assim que chegar a sua casa e colocá-las na geladeira por duas horas. Depois deste tempo, você pode higienizá-las, lavando em água corrente e mergulhando em uma solução de uma colher de sopa de água sanitária por litro de água. Deixe por 10 minutos, passe na água e está pronto para o consumo. Frutas só devem ir para a fruteira depois de higienizadas.

Anna Shvets – Pexels

Mudança de hábito

De acordo com a pesquisa “Comportamento do consumidor após o coronavírus”, feita pelo Instituto Qualibest em 2020, 94% dos brasileiros mudaram os hábitos de higiene. O estudo apontou um aumento do uso do álcool em gel (67%), álcool líquido (63%), água sanitária (51%), desinfetante (47%) e sabonete líquido (42%).

É importante lembrar que os germes, bactérias e vírus não aparecem por livre e espontânea vontade em casa; eles são levados por nós principalmente se não temos atenção quando voltamos da feira e do mercado. “O feirante está sem lavar as mãos, usando uma faca que está imunda; ele pegou em dinheiro, cortou a fruta, deixou essa fruta aberta lá, à mercê das moscas e de várias pessoas tocando. Aí você pega o pedaço que ele te deu com a mão que está empurrando o carrinho e come?”, questiona o biomédico.

Redobre a atenção ao chegar da rua, anote as receitas do Doutor Bactéria, coloque em prática suas orientações e incentive que toda a sua família faça o mesmo. Agindo em conjunto, o resultado é mais eficaz!

Juliana Borga é jornalista, três vezes vencedora do Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa. É mãe coruja da Helena e adora escrever sobre temas que colaboram para um mundo mais humano e solidário. Instagram: @juborgajornalista

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