Por um novo humanismo
Pacto Educativo Global

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Por Amaro França

A educação tem como força motriz proporcionar aprendizagens e experiências transformadoras. Dessa maneira, as vivências educacionais nos diversos ambientes de aprendizagens, principalmente na família e na escola, ajudam-nos a compor a nossa forma de ver o mundo e as pessoas. Sob esse mesmo prisma, acontece a manifestação relacional com o Sagrado e com os valores mais profundos que nos humanizam.

Motivados pelo Papa Francisco, a comunidade internacional vem sendo convocada à adesão ao Pacto Educativo Global (lançado em outubro de 2020). O pontífice nos “provoca” e nos conclama a termos uma nova postura educacional – essa deverá ser mais colaborativa, cidadã e promotora de vínculos de solidariedade e de sustentabilidade planetária. Uma educação que tenha uma perspectiva missionária de promoção de um novo humanismo.

Proposta do Pacto Educativo Global

A proposta é criarmos espaços de reflexão e cooperação dentro das salas de aulas e nos ambientes educacionais (presenciais ou remotos), para se discutir e dialogar livremente sobre o que significa e qual o verdadeiro papel da educação nos dias de hoje – ante uma sociedade dita do conhecimento, mas ao mesmo tempo tão paradoxalmente “líquida”, no dizer do sociólogo Zygmunt Bauman, ou, na definição do teólogo Byung-Chul Han, “sociedade do cansaço”.

Há, portanto, a necessidade de reconhecer a importância da participação de todos em um processo educativo de transformação, no qual tacitamente a educação tenha o seu valor de reconhecimento, sendo a escola um espaço privilegiado para que os valores mais humanos sejam cultivados na formação das atuais e novas gerações. “Estamos diante de um momento de extrema fragmentação, de extrema contradição, precisamos unir forças para estabelecer uma aliança educacional para formar pessoas maduras capazes de viver em sociedade e para a sociedade” (Papa Francisco)

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Assim, o Pacto Educativo Global elencou quatro eixos fundamentais para a nova ação educativa:

Direito à educação – uma educação de qualidade garantida a todas as pessoas – como direito fundamental;

Educação para a paz – compromissos concretos com a paz em uma promoção de diálogos entre todas as culturas, religiões e gerações – uma construção de relações de vida, relações saudáveis;

Solidariedade – ruptura do individualismo, plasmando a subjetividade de pessoas comprometidas com o coletivo, em um fomento de serviço do bem ao outro;

Ecologia Integral – uma educação que promova a consciência ecológica, de integração e de preservação, em uma relação de cuidado para com a Terra – a nossa Casa Comum.

Todos nós, portanto, somos agora convidados a viver o ideal do Pacto Educativo Global na prática. Um compromisso que se revelará no dia a dia, em família e em nossas escolas, tendo consciência de que precisamos de uma convergência global. Uma verdadeira aliança entre todos nós, habitantes desta Casa Comum, como afirma o Papa Francisco, para a promoção de uma “educação geradora de esperança” que também possa gerar paz e justiça – um novo humanismo.

Amaro França é escritor, palestrante e gestor educacional, autor do livro Gestão Humanizada: liderança e resultados organizacionais, da editora Ramalhete. Apaixonado pela educação, gosta de escrever, tendo como propósito impactar positivamente as pessoas com suas ideias, liderança e trabalho.

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