Já sou assinante!

Ainda não é assinante?

Identifique-se para ganhar mais 2 artigos por semana!

ou

ou Assine Já

Nutrição infantil: é possível aprender a comer de modo saudável - Revista Familia Cristã

Nutrição infantil: é possível aprender a comer de modo saudável

Artigos Recentes

Conheça a importância da nutrição no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, e introduza uma alimentação saudável para toda a família

Por Melissa Maciel

Quem não faz tudo para que o filho se desenvolva saudável e feliz? “Uma criança bem nutrida será um adulto saudável”, afirma Renata Teixeira, nutricionista e especialista em nutrição materno-infantil. De acordo com a especialista, nutrição começa ainda no útero, com os nutrientes que a mãe passa para o bebê. Após o nascimento, o bebê tem a oportunidade de se nutrir com o melhor alimento do mundo: o leite materno. E, logo após, inicia-se a introdução alimentar, em que passa a comer comida de fato. A nutrição infantil engloba tudo isso e tem grande importância para que a nova geração seja cada vez mais saudável.

Para crescer, se desenvolver da forma correta, ter disposição para brincar e realizar atividades e, acima de tudo, para ter saúde, se faz necessária uma boa alimentação.

E na prática?

Na teoria, ok. E na prática? Como é para os pais a decisão de que é hora de buscar um auxílio profissional para a introdução alimentar do filho? A fisioterapeuta Carina Martyniak Ribeiro Raupp, 41 anos, conta que o filho Vitor Ariel Ribeiro Raupp tinha apenas cinco meses quando a família buscou orientação sobre nutrição infantil. “Observamos que houve um aumento muito grande do consumo da comida e do aumento de peso, e como o Vitor tinha suas refeições feitas, na grande maioria, na escolinha, lá o prato era muito cheio”, explica a mãe.

Segundo a nutricionista, muitas famílias têm a compreensão equivocada de que um prato cheio é sinônimo de uma alimentação saudável. Comer muito não quer dizer comer bem. Antes de mais nada, devemos sempre estar atentos à qualidade do alimento que ofertamos para a criança. A quantidade é a criança que define, mas a qualidade é de total responsabilidade dos pais ou responsáveis.

Mas, de fato, quando é hora de buscar orientação alimentar profissional? A mãe do Vitor, agora com 7 anos, afirma que, embora fosse um bebê na época, ele aceitou muito bem todas as dicas da nutricionista. Os pais já tinham uma alimentação saudável, o que facilita muito na rotina alimentar da família. E os resultados foram surpreendentes. “Ele ficou mais disposto e com ausência de queixas de dores nos tornozelos. É fundamental a família buscar uma alimentação mais saudável como rotina, o acompanhamento profissional, e as opções de sugestões ficaram bem mais fáceis”, afirma a fisioterapeuta.

Com esta experiência, é possível compreender que realmente o que importa é a qualidade e não a quantidade. Quanto maior a variedade de frutas e verduras, mais nutrientes disponíveis para a criança. “Costumo orientar os pais e as crianças que, quanto mais colorido o prato, mais nutrientes e saúde existem ali”, revela a nutricionista.

Como ficam os adolescentes?

O adolescente Artur Rubert da Silva, 12 anos, está em processo de reeducação alimentar. Embora a mãe Sabrina Gonçalves Rubert, 32 anos, psicóloga, afirme que o filho sempre foi uma criança grande, chegando ao quadro de sobrepeso, próximo do índice de obesidade, quando o diagnóstico de uma endocrinologista orientou a procura pela reeducação alimentar, a alimentação de toda a família foi transformada.

Com nove meses de acompanhamento, Artur e a família, pais e a irmã de dois anos e meio, ainda passam, cotidianamente, pela conscientização da escolha dos alimentos. “Ainda precisa daquele papo de que comer saudável é importante para crescer, fazer as atividades; inclusive, os exames médicos já mostram resultados de melhoras, e ajuda na conscientização”, comemora a mãe de Artur. 

Além disso, a conscientização recai também sobre toda a família. “É mais fácil abrir um pacote do que dedicar tempo para a escolha dos alimentos e seus preparos. “Procuro fazer uma alimentação igual para toda a família e de maneira divertida. Por exemplo, a pizza colorida introduzindo legumes. Nunca é só comer legumes por comer legumes”, conta Sabrina.

Segundo ela, a compra dos alimentos no supermercado é uma tarefa fundamental para definir o que vai à mesa. “Não podemos ser hipócritas ao dizer que o filho só come biscoito recheado o dia todo. Come porque tem oferta em casa. Se não entrar no carrinho de compras, não terá em casa. Se reduzirmos a oferta, vai haver redução de procura por esse tipo de alimento também. Se você oferecer frutas, a criança vai criar o hábito de comer frutas”, alerta Sabrina, afirmando ser fundamental a visão ampla do que trazer para dentro de casa.

Arquivo pessoal

Para toda a vida

De acordo com a especialista materno-infantil, “uma criança bem nutrida será um adulto saudável”. Isso porque o nosso paladar começa a ser formado no útero, por isso a importância de ter uma alimentação equilibrada já na gestação. “É na infância que formamos hábitos que podemos levar por toda a vida, e, tendo uma alimentação saudável desde o início, teremos crianças mais saudáveis, que se tornarão adultos saudáveis”, defende Renata Teixeira.

Na trajetória da introdução alimentar ou na reeducação alimentar, aos pais, além da escolha por refeições mais coloridas, recai o exemplo de cada dia. Os pais são heróis para as crianças e elas se espelham neles e nas suas atitudes. Sejam exemplo para seus filhos!

A partir do conhecimento profissional e das experiências alimentares das famílias de Vitor e Artur, uma lição importante tiramos desta leitura: comprar mais da feira e menos do mercado; levar as crianças para a feira, principalmente aquelas crianças que fazem cara feia para as verduras e frutas; envolver as crianças na alimentação da casa; levá-las para a cozinha. As crianças se interessam mais pelos alimentos quando se envolvem no processo.

Ah… frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, sorvete e o bolo da vovó fazem parte de uma alimentação equilibrada. Nada é proibido! Ensinem as crianças a comer de tudo, com prazer!

Top 10: dicas para uma alimentação saudável

1. Leite materno exclusivo até os 6 meses.

2. Introdução alimentar adequada, a partir dos 6 meses de idade.

3. Oferecer comida de verdade: frutas, legumes, arroz, feijão, carnes magras, ovos.

4. Evitar ao máximo os produtos industrializados, cheios de corantes. Leiam os ingredientes dos produtos: quanto menos, melhor!

5. Mais água! Menos refrigerantes e sucos de caixinha! Os pequenos não precisam disso!


Melissa Maciel é jornalista e radialista, atua na assessoria de comunicação e na Pastoral da Comunicação da Diocese de Osório (RS), e na emissora de inspiração católica, Rádio Maristela 106.1 FM. Para ela, a comunicação é relação; sendo assim, valoriza a família e sempre procura estar reunida com amigos.

Deixe seu comentário

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Ação desabilitada