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Namoro: tempo de descobertas essenciais - Revista Familia Cristã

Namoro: tempo de descobertas essenciais

Namoro
Vjapratama/Pexels.com

Para que o namoro permita a construção de um relacionamento sadio e duradouro, é necessário que haja um crescimento no horizonte de cada um e uma correta observação sobre como se reage aos conflitos

Por Padre Cleiton Silva

Uma preocupação que tem crescido em nossos jovens é como ter um namoro santo à luz do Evangelho e da vida cristã. Sobre isso conversei bastante com o Tibúrcio no meu livro para jovens e pais Coração inquieto – Zaps a Lucílio, Tibúrcio e Eugênia (Paulinas Editora). Uma leitura que tem ganhado muito espaço nos grupos de crisma e entre pais que desejam melhorar seu diálogo com os filhos.

Hoje, antes de pensar na santidade do namoro, quero compartilhar com vocês a humanidade do namoro, aqueles elementos muito básicos que servem para organizar vários tipos de relacionamento, mas especialmente o namoro.

Namoro: conhecer o outro para se conhecer

Uma das coisas que mais nos impressionam é como o outro ajuda a gente a saber o que tem dentro da nossa cabeça. É assim: você tem sua vida, sua rotina, seus gostos e preferências, mas geralmente isso tudo está aí e você nem se dá conta. Simplesmente está.

Quando você começa a namorar, acontece algo que vai provar seus valores e sua capacidade de lidar com os valores do outro, porque o namoro supõe certo pacto de cumplicidade. Porém, diante do conflito entre seus valores e os valores do outro, você conhecerá melhor os seus e sua capacidade de respeitar os valores do outro.

Qual a importância do namoro?
Nataliya Vaitkevich/Pexels.com

Você vai perceber seu grau de tolerância às coisas que são importantes para seu namorado ou namorada, o quanto você consegue se equilibrar entre fazer o que você gosta e acompanhar seu love naquilo que é interessante para ele ou para ela.

Essa flexibilidade que você aprende a ter por motivos de afeto o ajuda depois a revê-la mesmo quando os afetos não estão presentes, facilitando que você consiga se enturmar até com pessoas que não pertencem ao seu mesmo grupo de interesse. Isso vai ajudar muito a criar melhores vínculos no seu ambiente de trabalho, por exemplo.

Ampliar, não reduzir

Se a primeira função do namoro é ajudar você a perceber melhor o que é importante, mesmo que tenha que ser flexível, a segunda coisa é que pelo namoro você deve ampliar seu horizonte de vida. O contato com o diferente sempre pode trazer crescimento, novas conexões e possibilidades.

Pense na importância daquele seu pequeno círculo de convivência, como seus pais, amigos, professores ou demais pessoas, que inspira, influencia e ajuda você a ser quem você é. Quando você começa a namorar, não somente o namorado ou namorada o influencia, como também esse pequeno círculo entra no jogo.

Nesse sentido, você deve ter muita atenção com namorados ou namoradas que queiram tirá-lo do seu círculo de convivência, ou não o acolham no círculo de convivência deles. Tanto uma como outra situação mais empobrece do que enriquece seu repertório de vida.

Se o namoro tira você do seu primeiro ambiente, a longo prazo você pode se sentir completamente perdido, como que desorientado. E se o namoro terminar, você simplesmente não terá para onde voltar. Se o namoro não acolhe você em um segundo ambiente, o dele ou dela, você deve se perguntar qual importância você realmente tem para a pessoa. Tudo o que nos importa levamos sempre para nossos espaços mais reservados, não deixamos de fora.

Observar as reações aos conflitos

Por incrível que pareça, namoro é tempo de experimentar como o outro reage à frustração, às negativas que a vida traz. Não se trata de você brincar de tirar seu love do sério, mas observar como ele ou ela reage com você ou com outras pessoas. Não se iluda com o discurso de que ninguém o entende e você parece ser a única pessoa no mundo que o entende. Pode ser que você esteja sendo a única pessoa no mundo que não lhe diz não…

Geralmente, sem querer dizer o óbvio, o modo como o jovem reclama dos seus pais é, na verdade, o modo como ele reage a sua necessidade de responsabilidade. Se hoje ele reclama dos pais ou dos patrões, amanhã reclamará de você, quando as responsabilidades maiores baterem à porta.

Como já disse, não é necessário provocar o conflito, mas tenha muita cautela em perceber como ele ou ela reage às dificuldades.

Conhecer o outro para se conhecer, ampliar o horizonte de vida e perceber como o outro reage aos conflitos são coisas essenciais no seu namoro. Esses pontos eram claros para você? Você acrescentaria outros?


Padre Cleiton Silva é doutor em Teologia Moral, pároco, pós-graduado em Marketing e Mídias Digitais, professor na Faculdade Paulo VI, em Mogi das Cruzes, e autor dos livros Confessar e Coração inquieto, pela Paulinas Editora. Gosta muito de futebol, de cozinhar e de participar das redes sociais, para comunicar as riquezas da fé.

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