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Mudanças da mulher no climatério - Revista Familia Cristã

Mudanças da mulher no climatério

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A menopausa é um dos momentos de transição que mais causam impacto na vida da mulher

Por Luciana Basgal Pessoa Der Bedrossian

A menopausa é o nome dado à última menstruação. Com variações, acontece entre os 45 e 51 anos de idade.

O climatério é o período de transição que antecede a menopausa em 5 a 10 anos. Nele, a mulher passa da fase reprodutiva para a não reprodutiva. Aqui começam as alterações menstruais em decorrência da redução da função ovariana. Dura até um ano após a data da última menstruação.

O climatério possui três estágios:

  1. Pré-menopausa: Persiste por 6 a 8 anos. Esta fase é assintomática.
  2. Perimenopausa: Aqui começam os primeiros sintomas, como irregularidade menstrual, calor, alteração de sono e humor.
  3. Pós-menopausa: Tem início um ano após a última menstruação e permanece até o fim da vida.

Os sintomas variam no tipo e na intensidade de acordo com cada mulher. Algumas têm sintomatologia exuberante e por tempo prolongado. Para outras, no entanto, os sintomas são leves ou quase imperceptíveis. Depende em grande parte da maneira como a mulher enxerga esta fase da vida e se vê como uma mulher madura.

Principais sintomas:

– Alterações menstruais (falhas ou excesso).

– Ondas de calor (fogachos): duram em torno de 1 a 5 anos.

– Secura vaginal e dor nas relações sexuais.

– Redução da libido.

– Sudorese noturna.

– Insônia.

– Variações no humor: ansiedade, irritabilidade e depressão.

– Diminuição da autoestima.

– Desaceleração do metabolismo, com aumento de peso.

– Diminuição da elasticidade da pele.

– Pele e cabelos mais secos e finos.

– Dores de cabeça.

– Aumento da porosidade dos ossos.

– Redução da memória.

– Fadiga.

– Incontinência urinária.

– Aumento da incidência de doenças cardiovasculares.

Para atravessar melhor esta fase, podemos dispor de alguns tratamentos, tais como:

– Hormônios: desde que não haja fatores de risco e a terapia não seja prolongada (menor que 5 anos).

– Antidepressivos: em dose baixa, reduzem ondas de calor e incidência de depressão.

– Fitoterapia: tratamento derivado de plantas medicinais e seus extratos (soja, cimicifuga, valeriana e melissa).

– Homeopatia.

– Acupuntura.

– Alimentação: consumir alimentos específicos para reduzir os sintomas, melhorar o humor e diminuir os riscos de perda da massa óssea (derivados de leite e alimentos ricos em cálcio, chás brancos, de hibisco e de amora).

– Controle da osteoporose: reposição de cálcio, vitamina D e uso de medicamentos bifosfonatos;

– Manter hábitos de vida saudável (prática de exercícios físicos, controle do ganho de peso etc.).

– Uso de lubrificantes e/ou hormônios intravaginais para diminuir o ressecamento e a dor nas relações.

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A menopausa é tida por muitas como sinal de envelhecimento e perda da feminilidade. Contribui para esse sentimento a atual valorização excessiva da beleza física. Se já não há o viço externo da juventude, a mulher teme perder o seu valor na sociedade.

É importante frisar que, após a menopausa, a mulher perde a capacidade reprodutiva, mas ganha autonomia e liberdade para dedicar-se a outros projetos de vida que continuarão a realizá-la. De forma diferente, seguirá contribuindo para ajudar a sociedade. Ela passa da capacidade de gerar vidas em seu interior para gerar projetos exteriores. Permanece sendo mãe (tendo ou não filhos biológicos), pois a mulher nasce com vocação materna, gerando muitos frutos para o meio social através do seu poder acolhedor, compreensivo, intuitivo e amoroso.

As mulheres têm uma missão importante e precisam sentir-se valorizadas pelo que são em cada uma das fases da sua vida.

Com a maturidade adquirida ao longo dos anos e geralmente tendo agora mais tempo disponível para se dedicar aos demais, ela pode continuar contribuindo intensamente para o desenvolvimento de um mundo melhor.

Ao exercitar os diferentes dons que recebeu, adaptando-os para cada momento da sua vida, cada mulher pode exercer novas funções externas ou mesmo ficar em casa, auxiliando nos cuidados dos netos e dispondo de mais tempo para os amigos.

Seja qual for a escolha, é uma fase em que a mulher costuma e pode sair mais de si mesma e do seu núcleo familiar mais íntimo a fim de doar o que tem de abundante aos demais: seu amor, vitalidade e experiência.

Dessa forma, concluímos que essa nova etapa da vida é uma rica experiência que vale a pena ser vivida!

Luciana Basgal Pessoa Der Bedrossian é casada e mãe de cinco filhos. É médica ginecologista-obstetra, pós-graduada em Orientação Pessoal e Familiar pela Universidade de La Sabana. Gosta de ajudar as mulheres na busca e construção de um projeto de vida genuíno, capaz de torná-las realizadas como seres humanos.

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