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Jovens mantêm esperança no trabalho - Revista Familia Cristã

Jovens mantêm esperança no trabalho

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Apesar de indicadores revelarem que essa fatia da população foi a que mais perdeu renda e espaço no mercado de trabalho, a juventude brasileira é otimista

Por Carla Ferreira

Apesar de os últimos indicadores acusarem um cenário não muito favorável para o jovem em relação ao trabalho, a juventude brasileira mantém um otimismo em relação ao futuro.

Segundo Marcelo Neri, diretor da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social), que realizou a pesquisa “Juventude e Trabalho”, em parceria com outras entidades que atuam em políticas ligadas à juventude, a expectativa de felicidade futura do jovem no Brasil é a quinta mais alta entre 124 países do mundo.

O levantamento da FGV, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), mostra que os jovens foram os maiores perdedores de renda do trabalho nos últimos cinco anos, com uma perda de 5 a 7 vezes mais expressiva entre os que possuem de 20 a 24 anos e adolescentes.

Os dados publicados encontram-se no site FGV Social e avaliam o impacto da crise financeira na renda dessa fatia da população. Nesse mesmo portal, é possível conferir a entrevista de Neri no YouTube em que afirma o otimismo desse nicho populacional que representa o destino do nosso País.

Investindo no estudo

Quase 11 milhões de jovens entre 15 e 29 anos estão desocupados no País, segundo a PNADC: nem trabalham, nem estudam, nem buscam qualificação; é a chamada geração “nem-nem”.

O técnico em eletrotécnica e estudante de Engenharia Civil Ícaro Brito Rocha, 26, não se inclui nesses 23% dos jovens brasileiros, mas ele mostra que não é fácil buscar o que deseja: entrar no mercado de trabalho na área de Engenharia, comprar uma casa própria e investir o que sobrar em aplicações que dobrem seu investimento.

“Atualmente, todo o dinheiro que recebo com meu trabalho é para pagar minha faculdade. Hoje, invisto no estudo.” Ícaro é assistente de Marketing de uma faculdade privada, posto que conseguiu ao tentar uma bolsa no curso que gostaria fazer. “Acabei fazendo a graduação em outra instituição”, conta.

Estabilidade financeira

A história de Lucas Gonçalves, graduando em Comunicação e Marketing, com 22 anos, não é muito diferente da de Ícaro, e só reforça que o jovem não deixou de sonhar, apesar do atual cenário: segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a situação de desemprego no Brasil, em outubro último, piorou em 26%.

Lucas conclui os estudos em junho de 2021 e já atuou em dois empregos formais: numa escola privada de Ensino Infantil e com um vereador. Também realiza trabalhos como designer freelancer. “Consigo trabalhar e estudar. Não quero sair da rotina de trabalho, o mercado é muito competitivo. Quero trabalhar para mim, ter meus próprios projetos”, diz Lucas, revelando seus planos para o futuro.

Ele também revelou seus principais investimentos hoje: seus estudos e equipamentos para trabalho; conforme confessou, quer se “equipar” para alcançar uma estabilidade financeira.

Empreender e casar

O sonho de ter um negócio próprio é compartilhado por muitos jovens hoje no País. Camila Siqueira Vieira, 23, engenheira civil e estudante de Design de Interiores, optou por ousar um pouco mais e abriu um negócio próprio com o namorado, também engenheiro civil.

A pequena empresa, Nato, atua em duas vertentes: interiores e marcenaria (projetos e reforma) e produtos artesanais de decoração, papelaria e moda. “Empreender para a gente sempre foi sonho e meta. Não foi uma falta de opção, foi uma escolha. Saímos dos nossos empregos e abrimos mão de uma carreira para empreender”, conta Camila.

Segundo a jovem empreendedora, no trabalho que realiza hoje, atua na Engenharia, mas também nas áreas administrativa e criativa. “No momento, estamos economizando para investir na Nato. Pretendemos continuar trabalhando com isso e ter uma equipe maior, fazer crescer, ter mais clientes, conseguir abraçar a demanda e, quem sabe, ter uma loja fixa para a venda dos produtos”.

Camila revela também que parte da renda com o negócio está sendo guardada para o casamento com o namorado e sócio. “Queremos continuar trabalhando juntos e formar uma família.”

Carla Ferreira é jornalista e empresária, proprietária da Cannal de Ideias. Atua com Comunicação Católica, mas sua atividade principal é ser mãe de dois meninos, de 10 e 8 anos. É catequista, além de membro do Movimento Escalada e do grupo Oração pela Arte. Gosta de cinema, de dançar e de escrever!

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