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Geração Baby Boomers, X, Y, Z: características, semelhanças e diferenças (parte 1) - Revista Familia Cristã

Geração Baby Boomers, X, Y, Z: características, semelhanças e diferenças (parte 1)

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“Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”, será que Belchior tinha razão?

Por Erica Hong

Nanci de Cassia Mendes, 58 e Monaliza Haddad, 47, apesar de não serem da mesma geração, apresentam semelhanças de comportamentos e prioridades na sua juventude. Para ambas, o principal objetivo era o trabalho. Porém, em relação ao estudo, Nanci não teve o mesmo acesso que Monaliza. Isso porque na sua geração o foco era o sustento, da casa, da família.

Das pessoas nascidas entre 1940 e 1960 podemos encontrar muitas Nancis, que tiveram que dar lugar ao trabalho em vez dos estudos, e buscaram por uma estabilidade, patrimonial, financeira e familiar. 

De acordo com a psicóloga clínica e organizacional Ana Paula Mazetto, desde o século XX, os indivíduos foram classificados por gerações com o objetivo de compreender os padrões de comportamentos da sociedade. Hoje, a principal classificação é: 

– Baby Boomers: nascidos entre 1945 e 1964 (atualmente com 57 a 76 anos);

– Geração X: nascidos entre 1965 a 1984 (atualmente com 37 a 56 anos);

– Geração Y ou millennials: nascidos entre 1985 a 1999 (atualmente com 22 a 36 anos);

– Geração Z: nascidos a partir dos anos 2000 (atualmente com 21 anos).

A especialista explica que as datas de nascimento variam muito conforme as fontes, e não há um consenso exato sobre elas. Portanto, os anos são aproximados e as separações geracionais são apenas tendências que identificam grande parte do grupo, mas que não são uma generalização para todos os nascidos nestes períodos. Ou seja, pessoas da geração Y podem se identificar mais com os comportamentos da geração X e vice-versa. 

Infográfico gerações
Canva

Geração Baby Boomers: estabilidade

Em tradução livre, baby boomers significa “explosão de bebês”. Esta geração recebeu esse nome em referência ao aumento no número de nascimentos após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. 

No contexto mundial, essa geração foi muito marcada por iniciar lutas por direitos civis, políticos e movimentos contracultura. Porém, por conta dos resquícios da guerra, os nascidos entre 1945 e 1964 têm grande preocupação com a estabilidade nas organizações e nas relações. “Demonstram gostar da simplicidade, são cautelosos em tomadas de decisão e costumam ter padrões bem estabelecidos”, afirma Mazetto.

Assim, os boomers assumiram responsabilidades mais cedo, casaram mais cedo e construíram patrimônio. Como foi o caso de Nanci, que saiu aos 14 anos de sua cidade natal, Siqueira Campos (PR), a caminho da capital do estado em busca de trabalho. Para ela, hoje tudo é mais facilitado, na sua época não podia fazer muitos planos, tinha pouco acesso e casar era uma perspectiva de mudança de vida. 

Mesmo assim, o seu olhar sobre as outras gerações é positivo. Ela só pondera a facilidade que os jovens possuem em se relacionar atualmente. “Pra namorar alguém, a gente paquerava e hoje em dia o jovem vê e já estão juntos, depois largam. Antes não, tinha um compromisso”, declara.

Geração X: mercado de trabalho

Geração X
Canva

A geração X, que têm hoje entre 36 e 55 anos, cresceu no período da Guerra Fria e foi a primeira a experimentar os avanços tecnológicos.

Em geral, são filhos dos baby boomers e, por isso, sofrem dessa influência. Como resultado, trazem consigo características parecidas com essa geração. Segundo a especialista, a valorização da estabilidade e dos bens materiais são algumas delas. Apesar disso, eles desenvolveram um senso de liberdade e concepção de mundo.

Para alcançarem essa estabilidade, eles se tornaram mais competitivos no mercado de trabalho. De acordo com um estudo recente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 38% das startups brasileiras são de pessoas com mais de 45 anos. 

Monaliza Haddad, 47, psicopedagoga, vê a sua geração como um grupo que sempre trabalhou muito e precisou ir atrás das coisas. Para ela, a geração da sua mãe, muitas vezes, foi dona de casa, diferentemente da dela, que seguiu uma profissão, apesar de não saber exatamente o que queriam ser. 

Isso porque ela vê que os jovens de hoje já têm muitas opiniões formadas. Pois além de aprenderem nos bancos escolares, também tem o acesso a tecnologia e, em seu caso, tudo o que aprendeu foi na escola. A psicopedagoga destaca tais comportamentos, inclusive quando realiza atendimentos. “Sempre que eu faço trabalho vocacional para jovens, eles já tem bem claro o que eles querem e o que eles não querem para vida deles, muito diferente da minha geração que, muitas vezes, os pais tinham que orientar, porque parecia que nós não sabíamos o que queríamos ser quando crescer”.

Outra história que Monaliza gosta de lembrar é de que seu pai sempre incentivou ela e seus irmãos a estudarem. Consequentemente, o que se tinha de mais atual quando era mais nova era a enciclopédia Barsa – uma obra de conteúdos da atualidade nas várias áreas do conhecimento, no Brasil e no mundo –, que, na maioria das vezes, só se via nas bibliotecas, mas ela teve a oportunidade de ter o exemplar em casa. “Essa foi a forma que o meu pai encontrou de nos oferecer o que se tinha de melhor. Ele dizia que sem estudo a gente não ia chegar lá e eu concordo muito com ele”, diz.

Erica Hong é jornalista, apaixonada pelos seus cachorros e ama ler os mais diversos temas. Sociedade e cultura a inspiram. Admira quem dá voz àqueles que precisam ser ouvidos e sonha um dia também dar luz às questões sociais que vivemos.

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