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Geração Baby Boomers, X, Y, Z: características, semelhanças e diferenças (parte 2) - Revista Familia Cristã

Geração Baby Boomers, X, Y, Z: características, semelhanças e diferenças (parte 2)

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“Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”, será que Belchior tinha razão?

Por Erica Hong

Com o avanço dos meios de comunicação e das tecnologias que tornam o mundo cada vez mais conectado, pessoas nascidas a partir de 1985 apresentaram comportamentos diferentes dos mais velhos. Os millennials e as futuras gerações trazem consigo a inovação, adaptação às mudanças e o poder de questionar tudo.

Geração Y (millennials): experiência

Geração Y
Canva

Essa geração pode dizer que foi a última a conhecer o mundo sem internet. Os millennials – como também são chamados – nasceram no cenário da globalização e da explosão dos avanços tecnológicos. Cresceram acompanhando o lançamento de novos modelos de celulares, desde o tijolão até o mais moderno smartphone.

A necessidade de liberdade, novas experiências, satisfação e inovação é o que move essa geração. “Vale ressaltar que muitos possuem o apoio da geração X, são encorajados a buscar aquilo que os fazem bem e por isso também estão mais antenados a saúde física e mental”, explica a psicóloga clínica e organizacional Ana Paula Mazetto.

Outra característica dos nascidos entre 1985 a 1999 é a sua personalidade questionadora. Dessa forma, eles se tornaram mais flexíveis às mudanças e desenvolveram uma visão global. Portanto, eles priorizam a sustentabilidade, defendem o consumo consciente e se engajam em causas sociais. 

Em relação às gerações anteriores, os millennials têm menos receio de mudar de emprego e buscam desempenhar uma função que os traga satisfação profissional e pessoal.

Da mesma maneira que a geração Y é classificada, Alana Augusto, 24 anos, estudante de relações públicas, se identifica. Ela ressalta que a sua geração tem um grande anseio por conseguir as coisas para ontem. Isso porque, segundo ela, esse grupo de pessoas vem muito imerso no universo digital. 

Além disso, a estudante destaca o olhar mais progressista dos millennials. “Temos um espaço de diálogo mais aberto para deliberar temas sociais e nos posicionar. A nossa geração tem isso muito forte, essa ação de falar”, pontua.

Para Alana, as outras gerações tiveram grande importância na construção histórica da humanidade. Afirma que essas pessoas contribuíram, a um nível mundial, para que as próximas tivessem o que tem hoje. Mas vê uma enorme diferença nas relações de trabalho, familiar e social dos indivíduos mais velhos. Diz ainda que tem leve inclinação pelos comportamentos da próxima geração, que tudo o que vive hoje será ainda mais intensificado pelos jovens nascidos a partir dos anos 2000.

Por fim, na contramão das primeiras gerações, a estudante tem como prioridade cuidar de si, exercitar o autoamor, autoconhecimento, cultivar uma boa relação com a família e amigos e depois de tudo isso, ter um trabalho que faça sentido para ela, que a faça feliz e realizada. Além de conseguir ajudar as pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades que ela. E assim como Monaliza, da geração X, Alana acredita que a educação é uma das maiores armas capaz de mudar o mundo.

Geração Z: imediatismo

Geração Z
Canva

Os nascidos a partir dos anos 2000 são conhecidos como “nativos digitais”. A tecnologia faz parte do seu dia, costumam ser multitarefas, socializam mais no mundo virtual, são imediatistas e se entediam facilmente, segundo a psicóloga. Ademais, são muito questionadores e costumam querer entender o porquê de tudo. Com isso, desenvolveram um forte senso crítico para formular e divulgar seus posicionamentos.

Como estão constantemente ligados, o smartphone é o portal que os conecta com o mundo. Ali eles criam, compartilham e se relacionam. Um fato curioso é que hoje em dia, eles mesmos produzem o conteúdo que consomem, sem intermediários.

Assim como na geração anterior, um comportamento característico dessa geração é o engajamento em causas sociais. Uma pesquisa realizada pelo Think With Google, em 2019, apontou que 85% dos jovens nascidos a partir dos anos 2000 estão dispostos a doar parte do seu tempo para algum movimento. O meio ambiente é a causa que lidera o ranking, seguido de diversidade, racismo, feminismo e por último desconstrução de estereótipos.

É dessa maneira que Arthur Lima, 17 anos, estudante, vê a sua geração e ainda destaca, “as pessoas podem se adaptar muito facilmente às mudanças que ocorrem no mundo, acompanhar a evolução da tecnologia de uma forma completamente natural”. 

Para Arthur, houve um choque de gerações, pois o mundo mudou bastante de uma geração para a outra. Ele exemplifica dizendo como uma mãe não entende o seu filho passar tanto tempo na internet, ao mesmo tempo que ele não vê porque sua mãe se preocupa tanto com isso. E também diz que mesmo os jovens da sua idade tendo mais acesso às redes sociais, eles estão cada vez mais se distanciando uns dos outros.

E como na sua geração o céu é o limite, o estudante tem como prioridade seguir o seu sonho, viver fazendo aquilo que gosta. “Eu planejo seguir meu coração, e tenho certeza que posso conquistar muitas coisas com ele”, conclui.

Estabilidade de um lado, experiência de outro

Em resumo, todas as gerações passaram por avanços tecnológicos, porém, em diferentes cenários e velocidade. Segundo a psicóloga, as gerações possuem criações – base familiar – com diferentes aspectos.  “O diálogo entre as gerações Baby boomers e X era mais conservador, em alguns casos, havia assuntos velados e a palavra majoritária raramente questionada”.  

Em decorrência disso, o processo de questionamento se tornou mais comum a partir dos millennials e a próxima geração começou a trazer ainda mais diálogo e debate para dentro das esferas sociais.

E a segurança é um fator presente em todas as gerações, mas encarada de maneiras diferentes. Enquanto os baby boomers e a geração X buscavam uma vida sólida e estável, as gerações seguintes se preocupam mais com o seu bem estar e as experiências sociais e pessoais.

“Ao olhar para as gerações com amor e respeito, é perceptível visualizar que se trata de adaptação aos novos tempos, pois o mundo está em constante mutação. É um novo paradigma onde as experiências são mais importantes que a estabilidade, ousaria dizer que os desafios estão mais relacionados ao viés emocional e ético do que ao material”, conclui Ana Paula Mazetto.

Parte 1 da matéria: Geração Baby Boomers, X, Y, Z: características, semelhanças e diferenças

Erica Hong é jornalista, apaixonada pelos seus cachorros e ama ler os mais diversos temas. Sociedade e cultura a inspiram. Admira quem dá voz àqueles que precisam ser ouvidos e sonha um dia também dar luz às questões sociais que vivemos.

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