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Como liderar os jovens da atualidade? - Revista Familia Cristã

Como liderar os jovens da atualidade?

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É fundamental entender o contexto em que esses jovens cresceram para conviver e potencializar talentos

Carlos Eduardo Cardozo

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em termos como Geração Y, Geração X, e outros como Millennials e Geração Alpha, certo? Mas o que significa tudo isso?

Analisar as diferenças entre essas gerações é descobrir como a nossa sociedade funciona em diversos âmbitos. Trabalho, família, crença, estilo de vida e política. Cada uma delas corresponde a um tipo de característica predominante e, por consequência, dita algumas regras de comportamento, consumo e trabalho.

Para os líderes é importante compreender como cada pessoa funciona; claro que em tese, afinal, todos somos únicos. No entanto, as características das gerações são um ótimo começo para compreender o perfil dos seus liderados.

Você está preparado para liderar os jovens da atualidade?

Essa é a geração composta por aqueles que nasceram entre 1995 e 2010, e que já estão chegando ao mercado de trabalho. Quem faz parte desta geração é chamado de “nativo digital” e já nasceu com a tecnologia presente na sua vida cotidiana, isto é, é bem possível que não entenda quando alguém menciona “um disquete”, por exemplo, uma vez que nasceu totalmente conectado – sem fio, claro.

Conheça algumas das características marcantes desta geração e saiba como fazer com que a sua liderança desperte o interesse desses jovens em se manterem na sua instituição.

Contexto social

Antes, as gerações eram definidas a cada 25 anos. Porém, esse espaço de tempo é muito grande para englobar todas as mudanças significativas na sociedade, inclusive as transformações tecnológicas. Agora, os autores que estudam a juventude sob o recorte geracional recomendam que o marco geracional deva acontecer a cada 10 anos.

Liderar a geração atual passa por entender o contexto em que esses jovens cresceram e, com esse exercício de empatia, colher as informações necessárias para potencializar talentos. Assim, é possível trabalhar características geracionais a favor da sua instituição – e do crescimento pessoal e profissional do liderado.

Os jovens de hoje têm acesso desde cedo à internet. Na verdade, quando nasceram, wi-fi e smartphones já faziam parte do dia a dia. Esse fato explica muito do seu comportamento: os centennials são imediatistas, afinal, todas as respostas estão na palma da mão desde cedo. Qualquer dúvida, basta pesquisar, dar um google. Esperar não faz parte do vocabulário.

Essa é uma característica levada ao mercado de trabalho. Muitos, acostumados a um ritmo acelerado, se deparam com um cenário frustrante, limitado em recursos, com muitas exigências e poucas recompensas. Como o imediatismo é um traço forte da juventude hoje, eles prezam recompensas a curto prazo, como bonificações.

Embora ainda seja cedo para obter dados sobre as gerações atuais, a sua entrada no mercado de trabalho exige que instituições de todos os portes estejam preparadas para receber esses jovens talentos. Então, adotar um novo estilo de liderança, que transmita confiança aos liderados, é fundamental para compor uma equipe multigeracional e harmoniosa.

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5 dicas de como liderar os jovens da atualidade

Montar uma equipe multigeracional pode ser o começo de um trabalho dinâmico, inovador e muito mais produtivo. Como falamos acima, entender o contexto em que cada membro foi criado, quais seus valores e ambições, ajuda o líder a entender melhor como lidar com cada indivíduo. Com a juventude atual não é diferente. Liderá-la exige algumas posturas do líder justamente por entender que esses jovens se desenvolveram em um contexto diferente.

1. Abra espaço para a inovação

Crescer sob influência direta da tecnologia forma jovens mais conectados e práticos, capazes de enxergar problemas sob uma nova ótica, propondo soluções criativas. Por serem multiplataforma, têm facilidade em se adaptar.

2. Ofereça feedbacks constantes

Ao contrário do que se possa imaginar, os jovens valorizam o contato cara a cara: uma pesquisa mostra que 90% da geração Z prefere ter contato com uma pessoa inovadora na equipe a um investimento em novas tecnologias.

Além disso, a mesma pesquisa revela que 72% dos entrevistados preferem se comunicar pessoalmente e 60% gostariam de receber várias avaliações durante a semana. Achou muito? Então vai se surpreender ainda mais ao ler que 40% dos participantes da pesquisa gostariam que a interação com os superiores fosse diária!

3. Forme novos líderes

Ao conquistar a confiança dos jovens, um dos papéis fundamentais de um grande líder se torna muito mais fácil: a formação de novas lideranças. Reconhecer as habilidades, recompensar esforços e mostrar que seu engajamento gera resultados positivos, não apenas para a sua carreira, mas em todos os níveis, é uma forma de estimular novos líderes em todas as esferas da organização.

Um verdadeiro líder entende que essa é a força de trabalho que está chegando e que, em algum momento, será a maioria. Então, inseri-los em cargos de liderança é adequar também a empresa a uma nova realidade.

4. Mostre a eles o significado das tarefas

Independentemente da geração, todos temos a necessidade de pertencer a um grupo. Precisamos ver que nossos esforços são percebidos e também recompensados. Embora digitais, os jovens ainda seguem a regra da Pirâmide de Maslow.

Para eles, o senso de propósito é primordial. Eles valorizam uma comunicação clara com seus superiores e precisam entender o porquê das coisas serem feitas. Acredite, eles não irão apenas reproduzir o que os outros fazem. Mostre aos seus liderados como suas ações impactam de uma maneira geral na instituição. O orgulho de se ver parte de algo maior é um dos principais motivadores de engajamento dessa geração.

5. Exerça uma liderança firme e amorosa

Muitos líderes que já interagem com a juventude apontam que a falta de senso de hierarquia é uma das principais dificuldades ao lidar com esses indivíduos. Mais uma vez, é preciso pensar no contexto em que essa geração foi criada: foi uma das primeiras a ser tratada em pé de igualdade com os pais.

É preciso que o líder não ceda às tentações oferecidas pelos estereótipos, que dizem que, para agradá-los, é preciso minimizar os problemas e congratular a cada mínimo resultado, mas exerça uma liderança firme, não esconda pontos de melhoria e seja claro ao delegar tarefas; porém, sem perder a amorosidade no trato.

Carlos Eduardo Cardozo, o Cadu, é Gestor Educacional da Rede Filhas de Jesus. É assessor de diversos organismos eclesiais e pesquisador do fenômeno juvenil há mais de 15 anos, paixão e dedicação que o acompanham desde a adolescência, quando já pertencia a grupos pastorais de jovens.

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