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Cidades limpas: um ato de cidadania e de saúde pública - Revista Familia Cristã

Cidades limpas: um ato de cidadania e
de saúde pública

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Uma cidade bem cuidada é sinônimo de mais qualidade de vida para todos que vivem nela

Por Cacilda Medeiros 

Instituto Lixo Zero
Juçara Ramalho, embaixadora do Instituto Lixo Zero, em Natal (RN) . Foto: Arquivo pessoal

Você já observou se as ruas, praças e prédios públicos da sua cidade são bem cuidados e limpos? Você, como cidadão, colabora para a manutenção da limpeza ou contribui para que os espaços públicos tenham sempre uma sujeirinha visível?

Certamente, manter esses espaços sempre agradáveis aos olhos e ao olfato não depende apenas do poder público, como também de cada habitante ou visitante. Os pequenos gestos individuais ou coletivos, quando somados, fazem a diferença.

Algumas iniciativas da sociedade civil têm buscado alertar os poderes públicos e a população de modo geral para a necessidade de zelar pelos espaços públicos e pela natureza. Uma dessas iniciativas é o Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB), fundado em 2010. “A limpeza pública é dever de todos, o que podemos também chamar de responsabilidade compartilhada. Além disso, cuidar da nossa cidade e preservar o meio ambiente são atos de cidadania”, diz Juçara Ramalho, embaixadora do ILZB em Natal (RN). Para conhecer mais sobre as ações do Instituto, é só acessar https://ilzb.org.

Transformando consciências

Cidade limpa
Cidade de Santa Cruz, no interior do RN. Foto: Adriano Neto

No município de Santa Cruz (RN), distante cerca de 120 quilômetros de Natal e com aproximadamente 40 mil habitantes, o lixo era jogado às margens da BR 226, que corta a cidade. A partir de 2001, a prefeitura municipal passou a jogar o lixo da cidade em um espaço atrás de onde, hoje, fica o Santuário de Santa Rita de Cássia, inaugurado em 2010. Seis anos após a inauguração da estátua de Santa Rita, que é a mais alta estátua religiosa do Brasil, o poder público começou a desenvolver um novo projeto para o “lixão”. O número de peregrinos vinha aumentando e a população do bairro Paraíso, que fica nas proximidades, sofria com a fumaça e o mau cheiro do lixo, depositado a céu aberto.

Em 2019, enfim, foi inaugurado um novo espaço, de 10 hectares, cercado e onde o lixo não reciclável é depositado e enterrado em valas. Trata-se de um “aterro controlado”. Além disso, foi construído um galpão, no bairro Paraíso, destinado à coleta seletiva. “O próprio poder público destinou um carro para fazer a coleta seletiva e iniciou uma campanha de conscientização junto à população e às pessoas que catam o lixo”, explica o assessor de comunicação da prefeitura, Wallace Azevedo. 

No local do antigo lixão, atrás do Santuário, foram plantadas árvores; inclusive, uma delas foi plantada pela Paróquia de Santa Rita de Cássia. De acordo com Wallace, o trabalho de conscientização da população para manter a cidade sempre limpa é constante, porque a cultura de jogar lixo no meio da rua ainda existe. Ele conta que foi feita uma campanha com o comércio local. “Podemos dizer que cerca de 60% do lixo reciclável é produzido pelo comércio. Criamos o selo ‘Eu seleciono’, para incentivar os estabelecimentos comerciais a separar o que é reciclável e, assim, facilitar o trabalho dos catadores”, explica.

A secretaria municipal de educação se empenhou em realizar uma campanha nas escolas, através de peças teatrais, mostrando às crianças a importância de separar o lixo orgânico do reciclável e não sujar os espaços públicos.

Cuidando da Lagoa

Lagoa Santa
Apresentação do espetáculo A Terra Tremeu, em Lagoa Santa (MG). Foto: Arquivo pessoal Nanci Alves

Os moradores da cidade mineira de Lagoa Santa, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, têm consciência de zelar pela limpeza nos arredores de suas casas. “É uma cidade turística, porém, nem sempre muito bem cuidada. De certa forma, é limpa, pois a maioria dos moradores cuida da manutenção da limpeza da rua das próprias casas. E a prefeitura realiza coleta de lixo orgânico três vezes na semana”, explica a jornalista e atriz Nanci Alves. 

“Quando começou a coleta seletiva, era para poucas ruas. Eu descobri isso e corri atrás para que na nossa rua também tivesse, e o resultado foi excelente. Uma vez por semana, há a coleta seletiva, que nos tranquiliza por saber que estamos contribuindo para que exista menos lixo na cidade e gerando recursos para várias famílias que vivem da coleta seletiva”, comenta.

Nanci integra o grupo Pequi Grupo de Teatro. Em 2015, ela produziu um espetáculo infantil chamado A Terra Tremeu, que desde então circula por escolas, praças e teatros. “O espetáculo provoca uma reflexão sobre a importância de todos cuidarmos da natureza, do meio ambiente, e, acima de tudo, de não abandonarmos animais domésticos nas ruas, como é comum em nosso país”, explica a atriz e autora da peça. 

Fazendo a diferença: Cidades limpas

Pequenas e simples atitudes no cotidiano das pessoas também fazem a diferença para manter os espaços públicos limpos, e a natureza agradece.

Na casa do funcionário público Adriano Israel, residente na cidade de Ceará-Mirim (RN), ele e a esposa têm o cuidado de separar o que pode ser reciclável. “Geralmente, separamos as embalagens de plástico destinadas aos catadores. Além disso, damos preferência a embalagens econômicas, de modo a evitarmos a produção de mais lixo”, comenta. 

A designer Amanda Dantas, de São Paulo (SP), além de separar o lixo para reciclagem, pratica outra ação bem simples, mas que, no final do dia, faz a diferença: “No ambiente de trabalho, adoto um copo para não ficar usando vários copos descartáveis por dia. Assim, estou dando uma parcela de contribuição para manter o meio ambiente saudável”. 

A coordenadora da Pastoral da Comunicação na Diocese de Itapipoca (CE), Vanusa Linhares, conta que tem o cuidado de não jogar papel, por menor que seja, no chão. “Vejo os espaços públicos como nossos e que devemos mantê-los limpos. Por isso, se eu estiver com um papel de bala, um folheto ou o que seja, não o jogo na rua. Guardo-o na bolsa até encontrar uma lixeira”, testemunha. 

Cacilda Medeiros é graduada em Letras e em Jornalismo, com especialização em Jornalismo Empresarial e Assessoria de Imprensa. Atualmente, coordena o Setor de Comunicação da Arquidiocese de Natal (RN). É apaixonada pela natureza e por histórias de vida e de comunidades transformadas. Instagram: cacilda_medeiros

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