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Atividades físicas e brincadeiras ajudam crianças a superar restrições da pandemia de Covid-19

Atividades físicas e brincadeiras ajudam crianças a superar restrições da pandemia de Covid-19

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O exercício físico é fundamental para prevenir o sedentarismo, a obesidade e outras doenças que podem surgir ainda na infância

Por Melissa Maciel

Ainda que os efeitos do isolamento social da pandemia de Covid-19 no desenvolvimento das crianças sejam desconhecidos, especialistas apostam cada vez mais nas atividades físicas na forma de brincadeiras como superação de uma rotina sem movimento, com ganho de peso e quadros de ansiedade.

O exercício físico na infância é fundamental para prevenir o sedentarismo, a obesidade e outras doenças que podem surgir ainda na infância ou ao longo da vida. De acordo com a educadora física Eduarda Porto, a atividade física, mesmo em forma de brincadeiras, auxilia na atenção do dia a dia e, quando trabalhada em grupos, facilita o convívio social. “A idade mínima para uma criança praticar atividades físicas é muito relativa, e, quanto mais cedo melhor, podendo-se iniciar com natação, dança ou futebol. Existem estúdios e academias especializadas em treinamentos para bebês, por exemplo, trabalhando a motricidade fina ao longo dos meses da criança”, conta.

Eduarda acompanha as atividades das meninas Sofia Lumertz, 8 anos, e Isabela Rodrigues, 10 anos, e afirma que crianças se movimentando cada vez menos e ganhando cada vez mais peso já era um cenário preocupante muito antes da pandemia. “Crianças obesas têm certa influência dos pais também, pois a alimentação é fundamental para a prevenção da obesidade. Para as crianças que estão acima do peso, indico o acompanhamento de um nutricionista, de um profissional de educação física e, muitas vezes, de um psicólogo. Com o auxílio desses profissionais, mais os pais, as crianças têm bons resultados”, explica a educadora física.

Brincar com movimento

Antes, a Sofia fazia balé e tinha começado a natação, foi quando chegou a pandemia e ela teve que parar. Agora, recomeçando as atividades, a mãe Rosemeri da Silva fica aliviada por ver a filha de 8 anos saindo da frente da televisão e do celular. “Minha filha já perdeu um pouco de peso, está mais animada, mais disposta e dorme melhor”, conta a mãe, destacando como atividades preferidas da Sofia jump, saltar sobre a escadinha, corre-corre e natação.

Sofia Lumertz, 8 anos. Foto: Arquivo Pessoal
Isabela Rodrigues, 10 anos. Foto: Arquivo Pessoal

Isabela, considerada pela mãe, Simone Lentz, a filha mais tranquila, aquela que “paga para não se movimentar”, acabou evoluindo para um quadro de sedentarismo aos 10 anos. Foi nos exames de rotina que o sinal de alerta ficou vermelho, e a mãe decidiu incluir caminhadas após o trabalho na rotina com a filha. Ia tudo muito bem, quando a pandemia chegou e as medidas de isolamento social as levaram de volta para dentro de casa. E foi em uma academia que atua com atividade física para crianças e adolescentes que a mãe Simone encontrou apoio e segurança.

“No começo ela não gostou muito da ideia, mas depois começou a pegar gosto e hoje adora. Com isso, percebemos uma melhora significativa na disposição, flexibilidade, coordenação e até a alimentação mudou, pois começou a aceitar alimentos diferentes, como legumes e frutas, o que antes nem provar queria”, conta Simone.

A educadora física Eduarda é categórica ao afirmar que outro fator pode contribuir com crianças se movimentando menos e, consequentemente, ganhando peso e outros distúrbios, é o fato de as crianças dedicarem horas e horas do seu dia aos aparelhos eletrônicos, situação intensificada na pandemia, diferente das gerações anteriores, que tinham mais brincadeiras ao ar livre, se movimentavam mais.

Mas é possível equilibrar o acesso aos eletrônicos e ter uma vida com movimento e saúde? A especialista Eduarda afirma que a tecnologia que temos hoje dificulta muito a brincadeira “à moda antiga”, porque é mais fácil pegar o celular e ficar em cima do sofá jogando um game. “O mais indicado a fazer é controlar o tempo de uso de eletrônicos e propor brincadeiras ao ar livre para as crianças. Mas nunca se deve excluir totalmente a tecnologia, que muitas vezes pode ser nossa aliada nas brincadeiras, como, por exemplo, por meio de vídeos de danças, em que é possível seguir os passos ensinados, a criança brinca se exercitando”, ensina a profissional.

Como planejar uma rotina saudável?

Uma rotina saudável é aquela em que a criança tem a liberdade de fazer um pouco de cada coisa. Tem tempo para usufruir da tecnologia, para brincar dentro de casa, na rua, e, também, para a leitura. “Para incluir exercícios no dia a dia da criança, o primeiro passo é identificar o que ela gosta. Se gosta de correr, dançar, jogar futebol, ficar na piscina. Depois, leve a criança para realizar algumas aulas, fazendo com que esse momento seja divertido e não algo obrigatório”, indica a educadora física.

E, claro, é fundamental que os pais ou responsáveis incentivem a vida saudável, os passeios ao ar livre, as brincadeiras com bola, de forma a servirem de espelho para os filhos.

Assim, desafie e convide seus filhos para fazer uma caminhada, para ir à academia com você e, a cada pequena conquista, comemorem juntos. Seja referência para que os pequenos tenham uma vida saudável.

Melissa Maciel é jornalista e radialista, atua na assessoria de comunicação e na Pastoral da Comunicação da Diocese de Osório (RS), e, também, na emissora de inspiração católica, Rádio Maristela 106.1 FM. Para ela, a comunicação é relação; sendo assim, valoriza a família e sempre procura estar reunida com amigos.

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