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A doce e desafiadora missão de educar - Revista Familia Cristã

A doce e desafiadora missão de educar

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Pais e mães sabem que a missão de amar, cuidar e educar, é eterna

Por Gabriela Marques da Cunha

A preocupação com os filhos é contínua, não importando se a prole é ainda um bebê ou se já possui sua própria família. Há quem afirme que, com os novos comportamentos da sociedade, tem ficado cada vez mais difícil educá-los. Existe o aprendizado formal, que se dá nas instituições de ensino, e o informal, que acontece no dia a dia durante as relações interpessoais.

Rejane Rupp é professora de língua inglesa, pós-graduada em gestão da educação e educação bilíngue, e acompanha de perto todo esse desenvolvimento. “As crianças são esponjas e aprendem tudo o que é ensinado, seja por repetição ou por observação. Na escola, ao interagirem com os colegas, elas vão recebendo as diversas interferências do meio, e aprendem muito com a turma!”, explica.

De acordo com a psicologia, existem cinco fases universais do desenvolvimento, e Sigmund Freud, médico neurologista e criador da psicanálise, acreditava que a personalidade é formada até o fim da terceira fase, ou seja, quando o indivíduo tem por volta de cinco anos de idade. Baseado nisso pode-se definir cinco pontos cruciais na criação de filhos:

1. Ensine princípios cristãos

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!” (Provérbios 22,6).

Priscilla e André Gehring estão à espera do primeiro filho, Davi. Ambos cresceram dentro da comunidade cristã e pretendem ter esse mesmo princípio como base da criação. “Hoje em dia é tão difícil criar um filho, por isso, queremos ensiná-lo a amar a Deus. Se ele crescer sabendo os mandamentos que Deus nos deu, vai ser um homem honrado, honesto, trabalhador”, concluem.

Isso também deve ser pensado na hora de escolher uma instituição de ensino. “Existem milhares de opções e os pais devem estudar a filosofia e missão da escola. A matrícula em determinada instituição é sinal de que acreditam na escola, confiam nos professores e que será desenvolvido algo em conjunto”, explica a professora Rejane.

2. Priorize estar presente

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3,1).

Com as transformações da sociedade, muitas vezes a rotina corrida e os compromissos do trabalho acabam diminuindo o tempo de qualidade entre pais e filhos. Ângela, por ser mãe solo, teve que se desdobrar nesta pandemia para dar conta de todas as atividades e, apesar dos desafios, se surpreendeu com os resultados. “Achei que seria bem estressante, mas percebi que estavam adorando que eu estivesse com eles o tempo todo… estavam felizes em ficarmos todos juntos”, afirma.

Ela percebe a importância dessa conexão principalmente para aumentar a compreensão de ambos os lados. “Eles querem tão pouco, às vezes só precisam estar perto, fazendo alguma brincadeira. Essa participação da família deixa a criança feliz e faz com que aceitem melhor as situações do dia a dia”, conclui.

3. Ensine o respeito às diversidades

“Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei” (1 Pedro 2,17).

O ser humano é capaz de aprender desde o nascimento. “Inicialmente aprende com os pais e a família mais próxima sobre o que deve ou não fazer…”, esclarece a psicopedagoga e terapeuta familiar sistêmica, Débora Chala.

Apesar da relevância do núcleo familiar na construção do caráter do indivíduo, não se pode esquecer de olhar o que há por fora da bolha. Com tantos movimentos sociais à tona, é preciso ensinar o respeito à diversidade humana, seja quanto a raça, crença, limitações físicas, sexo, condição financeira, estilo de vida, e outros.

Ângela sente na pele a necessidade de explicar e agir de formas diferentes com cada filho, principalmente nas atividades educativas que faz com os gêmeos. “Trabalhei atividades com o mesmo propósito, mas de formas diferentes com cada um, pelo fato de um dos meus filhos ter Transtorno do Espectro Autista. Ambos evoluíram bastante, mas meu filho é um pouco mais lento que a irmã”, afirma.

Alex Green – Pexels

4. Estimule demonstrações de amor

“Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros” (1 João 3,11).

De acordo com a terapeuta, as tradições familiares não só fazem com que a criança se sinta parte importante do grupo, crie laços de pertencimento, como também afirmam seus talentos e suas habilidades. Além de psicopedagoga e terapeuta, Débora também é mãe de duas meninas, uma de cinco e outra de oito anos, e conta a importância de uma cultura que estabeleceram em casa. “No dia do aniversário, nós levamos café na cama para o aniversariante. Elas já entendem que esse dia é especial, tanto se forem as aniversariantes quanto se tiverem que ajudar nos preparativos”, explica.

São esses momentos de brincadeiras e tradições que ficarão marcados na memória. “Quando se tornarem adultos vão sempre se lembrar desses momentos. O amor, o carinho e a atenção sempre devem estar presentes em tudo que fazemos, e a família é o bem mais precioso que nós temos”, declara Ângela.

5. Discipline com flexibilidade

“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados” (Hebreus 12,11).

O ato de educar também exige que algumas regras e limites sejam impostos. Porém, cada pessoa tem suas maneiras de captar, perceber e entender o mundo a sua volta, por isso, compreender o modo como a criança aprende é a forma mais eficaz de ensinar.

É claro que, na prática, podem existir birras e desobediência, mas, de acordo com Débora, quando as regras são claras, os princípios e valores estão bem estabelecidos, a punição vem com a intenção de reconduzir a criança ao caminho certo. Mas a psicopedagoga também alerta: “se (a correção) é colocada fora de contexto e a criança não sabe o porquê, pode gerar rebeldia, medo, baixa autoestima e outros problemas emocionais”.

Gabriela Marques da Cunha é jornalista por formação, falante por natureza, curiosa de carteirinha, colecionadora de momentos e apaixonada pelas boas histórias.

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