A messe é grande e os operários são poucos

Messe
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Por André e Ana

Passado o dia da Páscoa, o Senhor nos chamou à evangelização. Logo nós que achamos que não somos dignos e preparados para exercer função tão grande e difícil nos tempos atuais. A missão, por enquanto, será na nossa própria Paróquia e vamos exercer esse ministério com um grande frio na barriga e com a esperança de que Deus utilize a boca destes seus pobres servos nessa empreitada.

A nosso ver, essa evangelização será um caminho tortuoso e difícil, porque é nítido que a pandemia – após dois anos de luta contra o coronavírus – afastou diversas pessoas do caminho de Deus e deixou tantas outras com medo de voltar às igrejas. No entanto, vamos nos apoiar nas palavras do próprio Cristo, que nos enviou a toda parte para anunciar o Evangelho, para batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e para afirmar que estaria conosco todos os dias (cf. Mt 28,20). 

Além disso, estamos no meio de uma gestação, com outros dois filhos em idade escolar, uma rotina intensa, trabalhos que cada vez mais consomem nossas vidas e tantas outras situações… Talvez pudéssemos pensar que Deus errou em nos colocar nesse serviço. Isso, aos olhos do mundo, pode ser exagero, mas o que tem nos fortalecido neste momento é a palavra que diz: “Muito ama quem foi muito perdoado” (cf. Lc 7,47). E disso não temos dúvida. Maravilhas fez conosco o Senhor e por isso estamos alegres (cf. Sl 125).

Missão

A missão de evangelizar pessoas e famílias nesta época não se faz somente com catequeses. Diríamos que esta é a menor parte do ofício. Todos nós, independentemente do local onde vivemos, das condições e dos problemas, somos chamados a anunciar a ressurreição de Jesus Cristo com nossa própria vida.

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No primeiro parágrafo da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, o Papa Francisco aponta que “o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia” (AL 1). Isso nos ajuda a reconhecer que nosso verdadeiro papel não é atrair grandes multidões ou dar palestras gigantescas. O que o Senhor quer de nós é aquilo que ele mesmo nos ensinou. “Que vos ameis como eu vos amei” (cf. Jo 15,12).

Sinais de fé

Em um mundo tão secularizado como o que vivemos, os milagres físicos são importantes, mas os milagres morais – aqueles em que aparece realmente a figura do Filho de Deus, que ama o irmão e o inimigo acima de tudo e que carrega sua cruz – são fundamentais para que a Palavra de Deus chegue a tantas pessoas.

Fé
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O Papa Francisco reforçou também este ponto na Amoris Laetitia, em relação à vocação da família nos tempos atuais: 

“Diante das famílias e no meio delas, deve ressoar sempre de novo o primeiro anúncio, que é o mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário e deve ocupar o centro da atividade evangelizadora. É o anúncio principal, aquele que sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, de uma forma ou de outra. Porque nada há de mais sólido, mais profundo, mais seguro, mais consistente e mais sábio que esse anúncio, e toda a formação cristã é, primariamente, o aprofundamento do querigma” (AL 58).

Independentemente de qualquer missão a qual sejamos enviados, não podemos esquecer que nossa principal vocação é sermos santos. E buscar essa santidade é o que mais agrada ao Senhor. Isso se constrói no dia a dia, diante de tantas situações que vivemos. Que Deus esteja a nossa frente e que sempre a sua vontade prevaleça! 

André Luiz Gomes é comunicador, bastante conectado, e aproveita os momentos com a família para cozinhar e trazer novos sabores para casa. 

Ana Luiza Soares é professora, gosta de contar histórias e a cada dia tenta se reinventar. Juntos compartilham as tarefas de casa e os cuidados com os filhos, com erros e acertos, sempre sob o olhar da Virgem Maria e de São José.

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