Fomos criados para amar

StockSnap – Pixabay

Por Ana e André

Tanto para cristãos quanto para aqueles que ainda não conhecem profundamente o cristianismo, não demanda muito tempo ou esforço responder a esta questão: qual foi o maior mandamento que Jesus Cristo deixou para nós?

O Evangelho de São Mateus (cf. Mt 22,34-44) nos mostra a resposta: quando os fariseus tentam colocar Jesus em uma situação complicada para, assim, testá-lo, Jesus, muito sábio, diz: “Amarás o senhor teu Deus com todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. E acrescenta: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.

É uma palavra forte, digamos que até pesada, além de muito atual, que nos faz pensar sobre tudo que temos vivido nos últimos meses no mundo, no Brasil, na nossa cidade e, principalmente, dentro de casa, com aqueles com quem decidimos dividir a vida. É um mandamento que nos chama a viver de uma forma diferente de tudo aquilo que projetamos.

O amor se realiza no serviço ao outro

Andreas Wohlfahrt – Pexels

Primeiramente, amar a Deus sobre todas as coisas nos convida a nos livrarmos das amarras que o mundo nos impõe. Significa, às vezes, não desejar ter o melhor carro, o apartamento mais espaçoso e mais bem localizado da cidade, ou a melhor escola para os filhos. Podemos conquistar tudo isso? É claro que sim. No entanto, se a nossa vida não tem Deus em primeiro lugar, nada vai bem e nada disso nos satisfaz.

Por sua vez, amar o próximo nos impulsiona a tomar decisões e, principalmente, ter atitudes no dia a dia. No ambiente familiar, por exemplo, significa esperar pelo tempo do outro. Fazer um agrado inesperado. Corrigir e deixar-se corrigir. Importar-se com os desejos e planos do outro. Dar a mão quando o parceiro se sentir fraco e sozinho.

Com certeza, já devemos ter escutado que “o amor se realiza em estar a serviço do outro”, ou “não se pode amar a Deus se não se ama o próximo”. Não muito longe disso, o amor se cria e se refaz em descobrir que o próximo tem razão naquela discussão que você tem certeza de que está certo, que a vontade do próximo sobressai à sua.

Imaginamos, ao chegar a este ponto do texto, que podemos já estar tristes por ver nossa incapacidade de amar. Certamente, se olharmos com as lentes do mundo, não encontraremos mais caminhos para seguir na luta por este objetivo. No entanto, se virmos com os olhos da fé, poderemos chegar à conclusão de que fomos criados para amar. Essa é a nossa verdadeira vocação. É o fim para o qual Deus nos criou.

E como amar seus pais, marido, esposa, filhos, em um momento de caos, medo, incertezas e tantas mudanças?

Como combater as tentações e não cair nas armadilhas do demônio de achar que está fazendo tudo errado?

Sendo simples. Simples como Maria, que não disse meias palavras, mas respondeu: “Faça-se em mim a tua vontade”. Simples como José, que era um carpinteiro e foi escolhido para ser pai adotivo de Cristo e proteger a sua família. Simples como o próprio Cristo, que, mesmo sendo Deus, se colocou como o último e doou a sua vida para que nós pudéssemos chegar aos céus.

Não sejamos como os fariseus que queriam colocar Jesus à prova. Não coloquemos o nosso casamento, os nossos filhos, a nossa santidade e o projeto de Deus para a nossa vida em risco. O Senhor nos amou por primeiro e isso já é a maior prova. Diante de tanto amor, não há como optar por um caminho em que Ele e o próximo não estejam. Arrisquemo-nos neste caminho que Deus preparou para nós.

Ana Luiza Soares é professora, gosta de contar histórias e a cada dia tenta reinventar-se.

André Luiz Gomes é comunicador, bastante conectado, e aproveita os momentos com a família para cozinhar e trazer novos sabores para casa. Juntos compartilham as tarefas de casa e os cuidados com os filhos, com erros e acertos, sempre sob o olhar da Virgem Maria e de São José.

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