Festas juninas e o caminho para chegar a Jesus

Festas Juninas
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Por André e Ana

Nosso país, mesmo não sendo mais tão católico, como apresentam as pesquisas, ainda é cheio de tradições, e este período em que vivemos – que vai de junho até agosto, em alguns lugares – também pode ser uma oportunidade para recordarmos por qual motivo Deus nos criou. Todos os dias somos chamados a ser santos, a termos os olhos voltados para o céu. 

Com a redução de casos de pessoas doentes por conta da pandemia, as festas de Santo Antônio, de São João e de São Pedro estão espalhadas por todo o país. Canjica, pipoca, algodão-doce, pastel, cachorro-quente e tantos outros quitutes nos fazem lembrar que esta é uma fase boa do ano para se deliciar e, se não se cuidar, ganhar uns quilinhos a mais.

“Olha para o céu, meu amor…”

Festas juninas e o caminho para chegar a Jesus
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No entanto, além disso, as festas tradicionais católicas nos mostram um caminho mais fácil de chegar ao Pai. São João, por exemplo, é o elo entre o Antigo e o Novo Testamento. A figura desse homem que tem a sua natividade celebrada em 24 de junho nos mostra que devemos ser simples servos, utilizados para levar as pessoas a Jesus Cristo, pois não somos dignos de desatar as sandálias dele, e que devemos preparar o caminho para o Senhor. O santo é a figura de um verdadeiro catequista, que não anuncia a si mesmo, mas que faz Deus ser conhecido.

São João nos ensina também a sermos verdadeiros, independentemente da catequese que o mundo prega todos os dias por meio da TV, da internet, no trabalho e em tantos outros ambientes. Por conta de ter denunciado o pecado de Herodes e de Herodíades, o primo de Jesus foi preso e perdeu a cabeça. Quais são as correntes do mundo de hoje que não devemos seguir nem deixar que entrem em nossa casa? Será que estamos dispostos a doar a nossa vida por conta disso?

E qual é o caminho para chegar a Deus?

Os gestos de amor nos apresentam como cristãos. Foi o próprio Jesus Cristo, como relatado no evangelho de São João, que nos apresenta a fórmula para sermos santos. “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Assim também vós deveis vos amar uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (cf. Jo 13,34-35). 

Com um entendimento deturpado sobre o significado desse amor, podemos achar que o Senhor está nos chamando a ser melosos e, pelas nossas próprias forças, podemos atingir esse ideal de vida. Todavia, o próprio Cristo Crucificado nos mostra o patamar de amor o qual ele quer que encontremos: um amor na dimensão da cruz; um amor ágape, que se entrega, que não busca o próprio interesse.

Festas tradicionais católicas
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E, diante dessa prova tão grande de amor, acabamos por perceber que somos incapazes de cumprir esse mandamento e de chegar à santidade sozinhos. Se chegamos a esse ponto de olharmos para dentro de nós e vermos a nossa incapacidade de amar, bendito seja Deus! Sim, pois ele nos conhece bem melhor que nós mesmos. E mesmo assim ele nos quer por perto. O amor é um dom de Deus que devemos pedir, pois é um dos principais sinais da fé para o mundo de hoje.

Durante as festividades, e em todos os dias da vida, tenhamos a nossa atenção voltada para a verdadeira alegria: o Senhor veio até nós, por meio de seu Filho, venceu a morte (inclusive as nossas) e utilizou-se de homens de carne e osso para que o conhecêssemos. Sendo assim, que possamos também ser fiéis ao seu chamado e conduzirmos mais pessoas a um encontro pessoal com ele.

Viva São João, Santo Antônio e São Pedro!

André Luiz Gomes é comunicador, bastante conectado, e aproveita os momentos com a família para cozinhar e trazer novos sabores para casa.

Ana Luiza Soares é professora, gosta de contar histórias e a cada dia tenta se reinventar. Juntos compartilham as tarefas de casa e os cuidados com os filhos, com erros e acertos, sempre sob o olhar da Virgem Maria e de São José.

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