Eternos namorados: a graça do diálogo

Dia dos namorados
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A data do Dia dos Namorados é comercial, mas a pandemia nos fez perceber que o dia de namorar, ser gentil e rir da bobeira um do outro é hoje

Por André e Ana

Neste ano de 2021, completamos 17 anos de namoro – falta pouco para dizermos que temos mais tempo de vida juntos do que sozinhos. Como já dissemos no nosso primeiro texto, “E foram felizes para sempre” na coluna do Portal Família Cristã, não há fórmula mágica para o casamento e não devemos projetar nosso relacionamento como um conto de fadas, pois a vida real é repleta de desafios, que devem ser superados com Deus no centro da relação.

Quando nos conhecemos ainda muito jovens, aos 19 anos, éramos cheios de sonhos, projetos, muitos medos e incertezas, assim como qualquer casal iniciante em um namoro. Como são os caminhos do Senhor, as coisas se acertaram e saíram melhor do que o planejado por nós. Nosso encontro foi na paróquia que participamos até hoje. Com certeza, este é um dos diferenciais da nossa relação, pois, como nos aponta o evangelho de São João, é necessário “permanecer no amor Dele” (cf. Jo 15,9-17).

Até hoje somos bem diferentes um do outro. Mas sempre conseguimos encontrar um meio-termo para nossa relação. Graças a Deus e a essa palavra que tem nos alimentado há vários anos, à experiência de conviver com casais mais velhos e à oração individual e familiar, fomos nos fortalecendo e firmando o nosso amor. Além disso, somos amigos e conversamos muito sobre tudo. O diálogo é um dos pilares do nosso relacionamento. Sobre isso, o Papa Francisco nos ajuda por meio da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, sobre a alegria do amor:

“A nossa vida conjugal é constitutivamente frágil, por isso, optamos em cultivar uma amizade grande e santa” (cf. Amoris Laetitia 123). “Daí em insistirmos na necessidade do perdão conjugal e no recomeçar pascal dia após dia” (cf. Amoris Laetitia 128; 133).

Namoro: construção cotidiana 

Dia dos namorados
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E como fazer para essa chama não se apagar? Como fazer para sermos eternos namorados? Certamente a nossa resposta não será diferente da de diversos casais. No entanto, é importante lembrar que a oração, o diálogo, a Eucaristia, a renúncia, o perdão, a doação, o acolhimento, o respeito, a amizade, a fé, a esperança e o amor a Deus são fundamentais para continuarmos nos amando e cuidando um do outro. Porque “somos um para o outro, sinal e instrumento da proximidade do Senhor, que não nos deixa sozinhos” (Amoris Laetitia 319).

Independentemente da data comercial que celebra o Dia dos Namorados, especialmente durante a pandemia, temos percebido cada vez mais que o dia de namorarmos, rirmos da bobeira um do outro, sermos gentis, é hoje. Não devemos perder tempo com bobagens e brigas, que não nos levam a lugar nenhum. Pensar assim cada vez que as coisas não saem do jeito que pensamos faz com que o relacionamento vigore e siga adiante. O amor é uma constante, no dia a dia, nas mais diversas provações e situações. Na alegria, na tristeza, na saúde e na doença (acho que já ouvimos isso… rs).

Após todos esses anos de namoro – e casamento –, fica a lição de que não devemos desanimar nunca e que cada dia é um momento favorável para se amar, pois quem cometeria a loucura de fazer mal à própria carne? Ao reconhecer Jesus Cristo na face do outro, certamente encontraremos o caminho da felicidade no nosso relacionamento. Feliz dia dos namorados!

André Luiz Gomes é comunicador e aproveita os momentos com a família para cozinhar e trazer novos sabores para casa.

Ana Luiza Soares é professora, gosta de contar histórias e a cada dia tenta se reinventar. Juntos compartilham as tarefas de casa e os cuidados com os filhos, com erros e acertos, sempre sob o olhar da Virgem Maria e de São José.

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