As santas mulheres nos ajudam a
ser melhores mães

Christine Hirsh, fsp

São muitas as mulheres que exerceram papéis fundamentais ao longo da história da Igreja

Por André Luiz Gomes e Ana Luiza Soares

Maio é um mês muito especial! É considerado o mês consagrado a Maria, mãe de Jesus Cristo, e também o mês das mães. Uma comemoração não se separa da outra, pois Maria gerou o menino Deus. É o maior exemplo de como exercer a maternidade, desde a infância até à morte e ressurreição do filho. Por isso, merece toda festa.

Na história da Igreja, são diversas as mulheres que exerceram papéis fundamentais e que servem de exemplo para que possamos um dia atingir a santidade. Uma delas é Santa Francisca Romana, que foi mãe, esposa e serva fiel de Deus. Nascida em Roma (1384-1440), casou-se muito jovem e teve três filhos. Viveu em uma época de grandes calamidades; por isso, ajudou com seus bens os pobres e dedicou-se ao serviço dos doentes. Foi admirável na sua atividade em favor dos indigentes e na prática das virtudes, especialmente da humildade e da paciência. Além disso, fundou a Congregação das Oblatas, sob a regra de São Bento.

Santa Francisca Romana desde muito cedo sentia um chamado à vocação e precisou guardar o desejo em seu coração, pois fora prometida em casamento pelo seu pai ainda muito jovem, aos 12 anos de idade. Casou-se, foi fiel ao marido, cuidou dos filhos e também sempre foi muito fiel a Deus e ao serviço ao próximo. Tinha suas obrigações e jamais deixou de ter intimidade com Cristo. Estava sempre em oração e a serviço dos outros.

Outra história, mais próxima dos tempos atuais, é a de Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962), que lutou a favor da vida. Ao descobrir um câncer, decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez de submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida. Era médica e se especializou em pediatria. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família. Morreu aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 2004 pelo papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

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Neste hall ainda podem entrar diversas mães: Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, Santa Rita de Cássia, Santa Isabel de Portugal, Santas Perpétua e Felicidade, entre tantas outras que mostram que é possível chegar à santidade por meio da maternidade.

Em meio a este momento em que estamos vivendo, tão cheio de incertezas, medos e inquietações, é importante se aproximar da história dessas santas mulheres. Somos levados a pensar que, mesmo diante de tantas coisas desagradáveis, das cruzes e das dificuldades, nunca podemos perder a esperança, a fé e a paciência. Além disso, precisamos rezar e estar em contato com a Palavra de Deus para não nos desorientarmos. Somado a isso, devemos olhar para o mais fraco e necessitado.

Podemos ser mães, esposas, filhas, amigas, donas de casa, trabalhar fora e exercer nosso papel na sociedade. Contudo, o mais importante é sempre mantermos os nossos olhos voltados para o Céu e nunca deixarmos de ter uma intimidade com Deus, que caminha ao nosso lado.

André Luiz Gomes é comunicador e aproveita os momentos com a família para cozinhar e trazer novos sabores para casa.

Ana Luiza Soares é professora, gosta de contar histórias e a cada dia tenta se reinventar. Juntos compartilham as tarefas de casa e os cuidados com os filhos, com erros e acertos, sempre sob o olhar da Virgem Maria e de São José.

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