Amor, onde você está?

Namoro
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Por Aline Helena

Um amor, um encontro profundo e inesperado com o outro. É exatamente o que desejamos ao longo da vida. Aquela sensação desconhecida que pulsa de dentro para fora, uma paixão que nos cure, recheada de idealizações, um despertar para a vida. Se buscarmos a nossa fantasia infantil, sonhamos com aquele príncipe encantado no cavalo branco que irá nos salvar de nós mesmas, das angústias, dos padrões repetitivos, das relações abusivas, encontrando a tão sonhada felicidade. Um dos maiores desafios humanos é ser desejado por quem se deseja. Seria esse o nosso maior propósito? O que está acontecendo com os relacionamentos? Porque não estão sendo satisfatórios? Parece que repetimos sempre as mesmas situações? Caímos sempre nas mesmas armadilhas? Como lidar com o que nos falta?

O sociólogo Zygmunt Bauman apresentou o conceito de modernidade líquida e deixou um legado importante ao pesquisar as relações sociais, econômicas e amorosas. Elas são frágeis, fugazes, maleáveis e líquidas, escoam entre os dedos. Acrescentaria, para ampliarmos o diálogo, que, para além do amor líquido, estamos vivenciando um amor gasoso, que se desmancha no ar. Uma “era selfie”? Egocêntrica, de prazer imediato, de relações afetivas de troca, de esvaziamento do EU e de autossuficiência.

Você namoraria com alguém parecido com você?

Se a resposta for sim, estamos no caminho certo para a evolução. Se a resposta for não, é preciso olhar para seu íntimo e avaliar onde foi que você se perdeu de si mesmo. Dificuldade de aceitar-se, problemas com a sua imagem, medo de não ser suficiente e de ser rejeitado. O medo patológico de não ser desejado gera a necessidade de perfeccionismo e de agradar o outro, na fantasia de completude. “Se eu for perfeito, bonzinho e corresponder a todas as expectativas, serei amado.”

Se você se amasse um pouco mais, de quais pessoas se afastaria?

Pare e pense nas relações que são tóxicas, abusivas, que o oprimem e que não lhe fazem crescer. A dependência emocional é o trauma de uma experiência de abandono e desamparo que virou ferida e não cicatrizou. Há um desejo inconsciente de que o outro realize tudo que eu não tive com as minhas primeiras experiências de amor, na relação com meus pais. Os espelhos das figuras parentais se repetem na relação do casal. Os conflitos ficam intermináveis, as reclamações se tornam queixas que provocam brigas tóxicas e destrutivas. O desgaste é tão grande a ponto de não se viver o amor, o desejo, o respeito e o companheirismo.

Relações tóxicas
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Curar-se é a possibilidade de ampliar sua consciência sobre os traumas vivenciados ao longo da sua trajetória de vida e ressignificar a própria história. Avante!

E você está pronto para o amor? 

Sua tarefa é remover estas três grandes âncoras: as crenças, os apegos e os medos.

Namoro
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Crenças: de que não vai ser aceito e de que não merece um amor inteiro. 

Apego: deixar ir, deixar partir aquilo que não cabe mais, mágoas, amores antigos e rancores. Encerre o ciclo. Faça o luto da relação que não cabe mais. 

Medos: do desamparo e do desamor. Você precisa acreditar em si e resgatar o que perdeu ao longo da travessia de vida. Somos feitos de AMOR.

A-MAR, um mergulho, uma viagem ao coração de um mar desconhecido. O de dentro, situado além do espelho da sua consciência. Desejo a você muita coragem para olhar para dentro de si e lidar com a parte que lhe falta. Aceita o convite?

Aline Helena é mãe, educadora, psicóloga, mediadora na relação estabelecida entre o SER humano e o conhecimento, além de livre pensadora. Pesquisadora do conceito de Inteligência Emocional pela The School of Life, Especialista em Psicologia Médica pela UFMG e MBA em Gestão Escolar pela Universidade de São Paulo (USP). Presente no mercado educacional há mais de dez anos, atua nas melhores Redes de Ensino privadas do país. Fundadora do Instituto de Psicologia Médica, faz atendimentos em Psicologia Clínica, ministra palestras e treinamentos para o desenvolvimento humano.

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