G-ESTAR, uma mãe de verdade

Mãe
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Por Aline Helena

Mãe, uma palavrinha com três letras que tem tanto significado e profundidade! É no desejo inaugurado, alimentado de muita coragem e amor, que nasce uma mãe. Nasce com medo, com renúncia, com aquela sensação de insegurança e incompletude. Como ser capaz de lidar com esse objeto de amor? Dessa vida que pulsa de dentro para fora? Ser mãe em tempo integral, mãe-toda, isso é possível? Como gerenciar todas essas emoções ao longo desta travessia?

G-ESTAR! Do verbo “estar” de forma onipresente. É imensurável como precisamos dar conta de tudo, estando, na maioria das vezes, sobrecarregadas com a função e a sensação de falta de fôlego. Aja emoção para ser nomeada: medo, tristeza, raiva e alegria! Uma batedeira de bolo que faz parte da construção de um novo vir a SER. Mudança é a palavra. Vamos precisar lidar com a falta, com a escassez de tempo, de vida e de nós mesmas. 

Alguns dizem que ter filhos é importante e necessário por inúmeras razões. Pode ser pela continuidade do nome de família, por questões econômicas, para realização de desejos, por ser uma experiência única e indescritível. Mas, com certeza, a maior vantagem na maternagem é a possibilidade de aprender com os filhos. Ela é infinita, mas exige muito discernimento e maturidade; pressupõe sair do local de quem já sabe, já viveu, para experimentar um amor original, único e que vai além do que já sabíamos de nós mesmas.

O mito do amor materno 

A filósofa Elisabeth Badinter, em seu livro O mito do amor materno, apresenta algumas reflexões importantes acerca desse momento feminino. O amor materno não constitui um sentimento inerente somente à condição da mulher, um determinismo histórico-social, mas sim algo que se constrói. É um sentimento humano como outro qualquer e, como tal, incerto, frágil e imperfeito. Pode existir ou não, pode aparecer e desaparecer, mostrar-se forte ou frágil, com arrependimentos e pouco romantismo ao longo desse processo.

Aceitar sem culpa a mudança de vida

Aceitar as vulnerabilidades, libertar-se do perfeccionismo, da autoexigência, da produtividade e desenvolver a autocompaixão. Isso significa cultivar a coragem, reconhecer a própria história, resgatar a autoestima e os vínculos de afeto para acordar de manhã e pensar: “Não importa o que eu fizer hoje ou deixar de fazer, estou em processo de transformação e, com alegria, eu abraço tudo que está por vir”. 

Cuidar de quem cuida 

Todas nós merecemos um colo, um abraço bem apertado, um olhar carinhoso de forma inesperada, uma palavra que acalenta o coração. Precisamos daquela sensação de amparo, de estarmos juntos, ao lado de uma rede de apoio, de mãos dadas, com muita calma e paciência para enfrentar os desafios da maternidade. 

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Somos seres de relação, seres de desejo e de luz! Somos presenteadas com o ato divino de gerar a vida. Ato sagrado que nos torna únicas na missão de amar e de sermos amadas. O maior propósito do ser humano é construir vínculos, laços de amor e conexões uns com os outros. Estamos aqui e agora para isso. Somos seres de amor!

Aline Helena é mãe, educadora, psicóloga, mediadora na relação estabelecida entre o SER humano e o conhecimento, além de livre pensadora. Pesquisadora do conceito de Inteligência Emocional pela The School of Life, Especialista em Psicologia Médica pela UFMG e MBA em Gestão Escolar pela Universidade de São Paulo (USP). Presente no mercado educacional há mais de dez anos, atua nas melhores Redes de Ensino privadas do país. Fundadora do Instituto de Psicologia Médica, faz atendimentos em Psicologia Clínica, ministra palestras e treinamentos para o desenvolvimento humano.

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